CARLOS AUGUSTO

1 de fevereiro de 1974: Edifício Joelma, uma tragédia evitável?

1 de fevereiro de 1974: Edifício Joelma, uma tragédia evitável?
Os paulistanos ainda tinham em memória as terríveis imagens do incêndio do edifício Andraus, na região da República. Em 24 de fevereiro de 1972, o prédio conhecido por sua grande loja do térreo, a Pirani, ardia em chamas em poucos minutos, por sobrecarga no sistema elétrico.Foram 16 mortos, mas o pior foi evitado graças a…

Os paulistanos ainda tinham em memória as terríveis imagens do incêndio do edifício Andraus, na região da República. Em 24 de fevereiro de 1972, o prédio conhecido por sua grande loja do térreo, a Pirani, ardia em chamas em poucos minutos, por sobrecarga no sistema elétrico.

Foram 16 mortos, mas o pior foi evitado graças a duas características do imóvel: havia escadas de emergência, e sobretudo um terraço na laje superior, capaz de suportar centenas de pessoas e o peso de um helicóptero, que foi o principal instrumento de resgate dos funcionários das várias empresas instaladas nos 32 andares.

Pouco menos de 2 anos depois, o desfecho foi outro, porque o prédio era outro. O edifício Joelma foi terminado no fim de 1972, na mesma região paulistana. Diferentemente do Andraus, seus primeiros andares são de estacionamentos. A partir do 11°, começam os escritórios.

É num desses, do banco Crefisul, que um curto-circuito, às 08H45 da sexta-feira 1° de fevereiro de 1974, inicia o incêndio. Moveis de madeira, carpetes, divisórias, em poucos minutos as chamam devoram tudo. As escadas obstruídas e pequenas demais não são opção para as quase 800 pessoas presentes no prédio naquele dia.

Então, e tendo na memória o resgate por helicópteros na laje do Andraus vizinho, todos querem chegar no topo do imóvel. Mas não tem terraço. E muito menos espaço para pouso de uma aeronave. As cenas de pessoas penduradas em parapeitos ou se jogando pelas janelas ficaram na memória de São Paulo por muito tempo…

13 corpos foram encontrados no elevador do Ed. Joelma

Foram 191 mortos, alguns dos quais nunca identificados. Como os treze corpos carbonizados e encontrados no elevador do prédio. Os restos mortais eram tão danificados e tão misturados pelo fogo que até hoje somente uma placa no cemitério São Pedro, na zona leste de São Paulo.

Mas o endereço do Joelma traz outra tragédia em sua história, mais antiga. E quem tem superstição e acredita nas maldições e nas almas diz que o jamais um prédio deveria ter sido erguido ali. Quer saber qual? Os Cabeças da Notícia da Radio Metrópoles te contam, nesta segunda-feira (01/02) entre 07H00 e 09H00. 104.1 FM em Brasília e região, pelo aplicativo em São Paulo e no resto do mundo.

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