TORCIDA

Após vitória, Tite admite que jogadores sentem vaias da torcida: ‘É saber absorver’

Após vitória, Tite admite que jogadores sentem vaias da torcida: ‘É saber absorver’
Publicado em 15/06/19 01:38 Atualizado em 15/06/19 01:49 Tite elogiou desempenho da seleção no segundo tempo no Morumbi Foto: Lucas Figueiredo/CBF SÃO PAULO - Para chegar à decisão da Copa América em casa, os jogadores da seleção terão que superar adversidades, inclusive o fogo amigo, como foram as fortes vaias que marcaram a ida para…

Tite elogiou desempenho da seleção no segundo tempo no Morumbi Foto: Lucas Figueiredo/CBF

SÃO PAULO – Para chegar à decisão da Copa América em casa, os jogadores da seleção terão que superar adversidades, inclusive o fogo amigo, como foram as fortes vaias que marcaram a ida para o vestiário no intervalo da vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia. Essa é a perspectiva do técnico Tite, que admitiu que não apenas os jogadores, mas também ele próprio sente o clima na torcida.

– Tem que saber absorver as vaias. Mas claro que o jogador sente. O jovem sente, o técnico sente, ele não é insensível. No intervalo, eu coloquei para eles sobre o nível de atenção nosso. Mas é preciso passar por essa adversidade – disse o técnico, sobre as críticas que a seleção recebeu da torcida, sobretudo na primeira etapa, quando não conseguiu furar a marcação que a Bolívia armou em frente à sua própria área.

Segundo Tite, a maior facilidade no segundo tempo ocorreu após um ajuste de posicionamento de Fernandinho. Como os atacantes bolivianos acompanhavam os laterais brasileiros até o final, o treinador da seleção disse que, no primeiro tempo, um dos jogadores do meio de campo ficou sem função ofensiva. No vestiário, o treinador da Seleção cobrou dos jogadores também maior qualidade na troca de passes. Segundo ele, o número de erros foi exagerado nos minutos finais do primeiro tempo.

O técnico comparou a impaciência do torcedor às suas passagens por grandes clubes do futebol brasileiro. Segundo ele, o torcedor tem uma tendência natural de vaiar e reclamar quando seu time não está produzindo. Portanto, os torcedores não podem esperar uma compreensão maior da torcida. Por isso, pediu para que os jogadores trabalhassem mais próximos para diminuir o número de erros de passes que aumentaram nos minutos finais do primeiro tempo.

No retorno do intervalo, o Brasil conseguiu um pênalti, convertido por Philippe Coutinho, aos 5 minutos do segundo tempo. O Brasil passou a controlar totalmente a partida, marcando o segundo gol três minutos depois, também com Coutinho. Os dois gols colocaram o meia do Barcelona como um potencial substituto de liderança técnica dentro do time com a ausência de Neymar, cortado por uma lesão no tornozelo. Para Tite, no entanto, o protagonismo deve ser absorvido não só por Coutinho, mas também por outros jogadores, como Richarlison, de forma natural.

– O grupo carrega ou dá condições para a individualidade aparecer. Claro que em algum momento um vai aparecer mais, o criativo, o finalizador. Vai acontecer, é inevitável, mas o conjunto tem que prevalecer – disse o técnico.

Neste sábado, a seleção brasileira vai treinar na Academia de Futebol, centro de treinamento do Palmeiras, no começo de sua preparação para seu próximo jogo, contra a Venezuela, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Tite, como de costume, não adiantou nenhuma mudança, mas afirmou que o Brasil tem mais opções do que tinha na Copa do Mundo. O treinador destacou particularmente o posicionamento do atacante Richarlison, que vem jogando de ponta mas que também pode atuar como centroavante. Na primeira partida, as três substituições feitas pela comissão técnica durante a partida foram no trio de ataque: saíram Roberto Firmino, David Neres e Richarlison para as entradas de Gabriel Jesus, Everton e Willian.

– Se eu fosse adversário e fosse o lateral. Tenho que marcar o Richarlison. Aí troca e coloca o Willian. Aí eu (diria): “Não é possível”. Eles dão uma agressividade muito grande – disse Tite, que ressaltou que com Richarlison em campo, a área fica “pesada”, referência à sua presença próximo ao gol junto ao centroavante, posição que o técnico admite que está entre Firmino e Gabriel Jesus: – A característica dos atletas dá mais essa opção. Fica com a área muito pesada quando colocamos o Richarlison.

Fonte

Redação SP

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