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Atacante saiu do SPFC | Mercado agitado com Cristiane ratifica novo patamar do feminino

Atacante saiu do SPFC | Mercado agitado com Cristiane ratifica novo patamar do feminino
O mercado da bola do futebol feminino em 2020 trouxe uma agitação diferente em relação aos anos anteriores. Os projetos dos grandes clubes paulistas — Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo — entraram a todo vapor com grandes contratações para esta temporada, incluindo 'chapéu' em rival. O treino de apresentação do elenco do tricolor paulista,…

O mercado da bola do futebol feminino em 2020 trouxe uma agitação diferente em relação aos anos anteriores. Os projetos dos grandes clubes paulistas — Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo — entraram a todo vapor com grandes contratações para esta temporada, incluindo ‘chapéu’ em rival. O treino de apresentação do elenco do tricolor paulista, ontem (14), teve portas abertas para a mídia e reuniu uma quantidade considerável de jornalistas, o que mostra um crescimento da modalidade e a própria movimentação no mercado deste ano.

A agitação do mercado chegou ao Morumbi envolvendo ataques da torcida a duas jogadoras que foram para o rival alviverde. A camisa 10 Ary Borges, que era uma das principais jogadoras do time e mostrava uma grande identificação com a torcida são-paulina, carimbou sua ida ao Palmeiras. Ottilia, outro destaque do tricolor e amiga próxima de Ary, levou em consideração seu carinho pelo Alviverde e também aceitou a oferta.

As contratações rivais no futebol feminino eram comuns, até pelos contratos serem de apenas um ano, mas a exposição maior da modalidade em si e a visibilidade na internet fez com que recebesse mais atenção do público e até mesmo ataques de torcedores nas redes sociais.

A zagueira Thais Regina falou sobre as polêmicas dos torcedores chamarem Ary e Ottilia de “mercenárias” e a maior exposição do futebol feminino. “Acho que no masculino isso é normal por ser time grande, isso acaba sendo normal pela exposição, isso é coisa do futebol e está começando a ser assim no futebol feminino. Antes, não estávamos vindo de clubes grandes. Não posso falar ‘ah, é mercenária’, porque a gente não ganha igual ao futebol masculino. Querendo ou não, a chuteira dos caras é mais cara que nosso salário. As meninas escolheram o melhor para elas, mas isso é coisa natural do futebol”, comentou a defensora são-paulina.

Saída de Cristiane do São Paulo

A atacante Cristiane Rozeira confirmou ontem (14) que sua passagem pelo São Paulo chegou ao fim. Em um post no Instagram, a atacante da seleção brasileira se despediu do clube.

“Gostaria, então, de começar agradecendo o São Paulo por confiar no meu trabalho e proporcionar meu retorno ao Brasil. Foi incrível voltar a sentir a energia da torcida brasileira de perto. Ver estádios cheios, transmissões em TV aberta e a torcida comparecendo nos jogos é um grande incentivo para nós atletas e para a modalidade como um todo. Além disso, contribuir com a equipe no acesso a série A1 do Brasileiro e jogar a final do Campeonato Paulista no Morumbi são coisas que ficarão para sempre em minha memória.”

Lucas Piccinato, técnico do São Paulo, comentou em entrevista coletiva sobre o motivo da saída de Cristiane do clube e agradeceu sua passagem.

“Agradeço muito ter podido trabalhar com uma jogadora desse porte, é uma jogadora diferente de tudo o que eu já tinha trabalho anteriormente. Agradeço a passagem pelo clube e o carinho que teve com todas as atletas. Ela foi uma jogadora muito importante para mostrarmos nossa cara. Quando o São Paulo montou o projeto ninguém sabia muito como ia ser. Quando a Cristiane comprou o projeto acabou gerando essa cara e o respeito das outras equipes, isso foi muito importante para a gente”, disse o treinador.

“Espero que em 2020 ela possa voltar a jogar como ela jogou em outros anos. Infelizmente, para a gente, neste ano ela não conseguiu jogar. Isso foi algo que atrapalhou bastante, tanto a gente quanto ela, e frustrou ambos porque tínhamos muita expectativa de que ela tivesse o tempo inteiro jogando. A decisão de não contar com ela ou não, toda história tem dois lados e a gente pensou bastante em um novo perfil e novas características, mas sempre com um respeito muito grande pela história e a capacidade que ela sempre teve”, completou.

A zagueira Thaís Regina ficou surpresa com a saída da atacante e lamentou as lesões sofridas durante o ano. “No momento em que a Cris estava conosco, ela estava vindo de lesão e não pode ajudar muito por causa disso. Mas ela estava buscando melhorar dentro de campo. Se ela tivesse continuado com a gente, hoje seria muito melhor, ia parecer realmente a Cristiane do São Paulo. Sofremos um pouco com a perda da Cristiane, porque tínhamos isso na cabeça, que ela iria melhorar nesse ano”, lamentou.

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