CARLOS AUGUSTO

[Avaliação] Saímos da estrada com o novo Jeep Wrangler Rubicon

[Avaliação] Saímos da estrada com o novo Jeep Wrangler Rubicon
Os entusiastas do mundo off-road tem boas opções no mercado. Uma delas é o Jeep Wrangler Rubicon que chegou à sétima geração. No Brasil é vendido somente com motor turbo a gasolina oferecido por salgados R$ 439.880. O R7 Autos Carros andou com o carro durante uma semana principalmente fora da estrada testando sua real…

Os entusiastas do mundo off-road tem boas opções no mercado. Uma delas é o Jeep Wrangler Rubicon que chegou à sétima geração. No Brasil é vendido somente com motor turbo a gasolina oferecido por salgados R$ 439.880. O R7 Autos Carros andou com o carro durante uma semana principalmente fora da estrada testando sua real capacidade.

Estilo tradicional e dimensões generosas

Com a herança dos antigos modelos Jeep o Wrangler representa a evolução da espécie. Na dianteira os faróis em LED redondos e as sete barras na vertical foram mantidas. Os faróis são circulares em LED, assim como nas versões mais caras do Renegade.

De proporções generosas o Wrangler tem 4,78m de comprimento, 1,87m de largura, 1,86m de altura e 3,00m de entre-eixos, ele é grande para os nossos padrões.

Por dentro espaço de sobra para os cinco ocupantes embora o acesso ao banco traseiro seja prejudicado com a coluna reduzida e um gancho de encaixe da porta que pode se prender às roupas dos passageiros. O porta-malas de 448 litros também é suficiente para uma viagem com carro cheio. No quesito conectividade o Wrangler evoluiu em relação a geração anterior. A multimídia de 8,4” recebeu o sistema Uconnect com espelhamento para Android Auto e Apple CarPlay, além de navegação própria.

O painel de instrumentos e o tabelier em posição vertical mesclam elementos analógicos e digitais, o que da um ar de nostalgia ao Wrangler. O painel ainda conta com elementos de plástico de boa qualidade que une as cores preta e vermelha. O ar-condicionado é digital dual zone e ainda estão disponíveis duas entradas USB.

Motor a gasolina

Sob o capô a Jeep deixou de lado o motor V6 3.6l de 284cv e 35,4kgfm e agora passa a equipar o Rubicon com um 2.0 turbo de quatro cilindros a gasolina e 272cv e 40,8kgfm de torque com injeção direta. Ou seja, menos potência, porém maior torque. O resultado final é mais força em qualquer situação apesar do alto consumo de combustível. Para acompanhar este conjunto há um câmbio automático de oito velocidades.

Outra novidade é sistema de tração 4×4. A manopla de câmbio de tração recebeu uma nova opção: o 4x4H trabalha quase como uma tração automática. As outras opções são o 4×2 com tração traseira, 4×4 que distribui a força do carro de forma igual para dianteira e traseira e 4×4 reduzida, com relação 4:1. Ainda tem a função N que serve para situações de reboque. Aliás a capacidade do Wrangler é de 1.588kg.

Versatilidade

Ponto interessante é a possibilidade de remover teto e as portas do utilitário, além de rebaixar o pára-brisa, para situações off Road mais despojadas.

O Wrangler Rubicon vem com um kit simplificado de ferramentas para facilitar esse trabalho que apesar da possibilidade não é simples e requer treinamento antecipado para evitar surpresas.

O bruto da lama

Andamos com o Wrangler Rubicon em trechos urbanos, rodoviários e com muita lama pelo caminho. Na cidade e na estrada o incômodo fica por conta do barulho dos pneus, que são feito para a lama. A suspensão que é eixo rígido na dianteira e traseira tem curso longo e com isso a absorção de impactos é maior.

Percorremos o chamado “caminho da fé” que une o sul de Minas Gerais com trechos de serra no interior de São Paulo, com destino a Aparecida. No total, são 320 quilômetros somente em trechos de estrada de terra.

O ponto de partida foi na cidade de Águas da Prata, interior de São Paulo com longos trechos de estrada sinuosos. Este foi o primeiro ponto que utilizamos a opção de 4×4.

JEEP WRANGLER RUBICON: R$ 439 mil com motor 2.0 turbo vale a pena? É 4×4 mesmo? Veja avaliação!

Chegando no segundo trecho, perto da cidade de Andradas onde cruzamos um rio. Concluido esse teste, com chuva e lama, chegamos a Ouro Fino em Minas Gerais. Por lá, os trechos de terra são repletos de buracos fazendo a suspensão de longo curso provar sua aptidão. Com tração reduzida o Jeep se manteve seguro com mínimos deslizes de trajetória ao longo da estrada.

Depois de um trecho de estrada em tração 4×2 chegamos ao distrito de Luminosa, local que pertence à cidade de Brazopolis/MG, muito usado por jipeiros em busca de aventuras. O trajeto é repleto de lama, subidas e buracos e trechos de mata fechada.

Nestes trechos outro ponto positivo é o sistema de navegação próprio que dá suporte até mesmo em locais onde os celulares não funcionam.

Saindo de Brazopolis o próximo destino foi Campos do Jordão, onde foi possível testar o carro em grandes aclives e foi possível ver que o 2.0 turbo dá conta do recado. Apesar disso o consumo é sempre elevado no Wrangler. Nos trechos urbanos registramos uma media de 7km/l. Já na estrada nossa melhor média foi de 8,6km/l. Nós trechos off-Road, segundo o computador de bordo, o consumo caiu a 5km/l. Para um carro que pesa pouco mais 2.031kg a relação é suficiente mas considerado o elevado preço do combustível mesmo para clientes mais abastados é algo a ser levado em conta.

Após Campos do Jordão, cumprimos mais um trecho on e off Road chegando à Aparecida. Em resumo o carro superou as expectativas, tanto em desempenho quanto em capacidade off-road. Como concorrente direto o Wrangler só encontra o Land Rover Defender, igualmente com tração 4×4 e motor a gasolina.


 

*Por Guilherme Magna

Fonte