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“Caçula” entre os clubes paulistas, São Paulo completa 90 anos de história

O São Paulo Futebol Clube completou neste sábado 90 anos de história. Mais novo entre os clubes paulistas, o Tricolor, fundado em 25 de janeiro de 1930, comemora a data no mesmo dia do aniversário da cidade de São Paulo, sendo fruto de uma fusão entre membros do Clube Athletico Paulistano e da Associação Atlética…

O São Paulo Futebol Clube completou neste sábado 90 anos de história. Mais novo entre os clubes paulistas, o Tricolor, fundado em 25 de janeiro de 1930, comemora a data no mesmo dia do aniversário da cidade de São Paulo, sendo fruto de uma fusão entre membros do Clube Athletico Paulistano e da Associação Atlética das Palmeiras.

Ao longo de todos esses anos, grandes jogadores da história do futebol mundial passaram pelo clube, como Leônidas da Silva, Waldir Peres, Leonardo, Cafu, Ricardo Rocha, Dario Pereyra, Bellini, Cerezo, Kaká, Raí, Pedro Rocha, Müller, Careca, Luis Fabiano, França, Serginho Chulapa, Daniel Alves, entre outros.

Mesmo sendo o “caçula” entre os grandes clubes do estado, o São Paulo rapidamente se tornou uma grande agremiação, despontando não só com times competitivos, mas também com títulos, sendo a única equipe do País a se sagrar tricampeã mundial. Além disso, nenhum rival nacional possui mais títulos da Libertadores que o Tricolor.

Ao longo de sua história, conquistas épicas transformaram o São Paulo no “Clube da Fé”. Na final do Campeonato Brasileiro de 1977, que aconteceu em 1978, o Tricolor chegou como azarão para enfrentar o Atlético-MG, que tinha a vantagem de jogar a decisão em casa. Com mais de 100 mil pessoas no estádio, Waldir Peres, Dario Pereyra, Zé Sérgio e companhia, contra todas as apostas, acabaram faturando o primeiro título nacional do clube nos pênaltis, frustrando a multidão atleticana em Belo Horizonte.

Outra conquista que justifica a alcunha de “Clube da Fé” é a do Campeonato Brasileiro de 1986. Contra o Guarani, mais uma vez fora de casa, o São Paulo já era dado como derrotado nos últimos minutos da partida, até então sendo vencida pelo Bugre por 3 a 2, na prorrogação, após 1 a 1 no tempo regulamentar. Mas, no último minuto de jogo, eis que surge Careca, aproveitando desvio de cabeça de Pita, para empatar e forçar a decisão nos pênaltis, calando o Brinco de Ouro. Na marca da cal, novamente melhor para o Tricolor, que se sagrou bicampeão nacional ao vencer por 4 a 3.

Na década de 1990, o São Paulo viveu a era mais gloriosa de sua história. Com Telê Santana, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro de 1991, após a dolorosa derrota na final do Brasileiro do ano anterior, para o Corinthians. Em 1992 e 1993, o Tricolor encantou o mundo com um time repleto de craques que conquistaram o bicampeonato da Libertadores e do Mundial, vencendo os todo poderosos times do Barcelona e Milan no Japão e se estabelecendo como uma das maiores equipes da história do futebol nacional.

Já na década seguinte, com um goleiro artilheiro debaixo da meta, Rogério Ceni, o São Paulo novamente marcou época, voltando a faturar em 2005 a Libertadores e o Mundial e embalando na sequência um tricampeonato brasileiro, já sob o comando de Muricy Ramalho, algo jamais feito por outro clube brasileiro até hoje.

Mas, as diversas glórias marcadas nas páginas tricolores hoje dão espaço a frustrações nos últimos anos. Desde 2012, o São Paulo não ergue um troféu e tem de lidar com a enorme pressão da torcida por títulos, consequência por ser o terceiro clube mais popular do Brasil. Em 2020, a diretoria, liderada por Raí, um dos maiores ídolos são-paulinos, decidiu apostar na continuidade, mantendo a comissão técnica e todo o time titular, algo que não acontecia há tempo no Morumbi. Resta saber se a investida, enfim, acabará com o longo jejum de conquistas no clube.


Gazeta Esportiva

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