TORCIDA

Conmebol muda regra e permitirá inscrição de jogadores que já atuaram por outro clube na Libertadores

Conmebol muda regra e permitirá inscrição de jogadores que já atuaram por outro clube na Libertadores
A Conmebol mudou uma regra de inscrição de jogadores na Libertadores para a edição 2020 do torneio. Assim como a Uefa fez com a Champions League, a entidade que dirige o futebol sul-americano permitirá que os clubes se reforcem com jogadores que já atuaram por outro clube na competição, com limite de dois clubes por…

A Conmebol mudou uma regra de inscrição de jogadores na Libertadores para a edição 2020 do torneio. Assim como a Uefa fez com a Champions League, a entidade que dirige o futebol sul-americano permitirá que os clubes se reforcem com jogadores que já atuaram por outro clube na competição, com limite de dois clubes por temporada e desde que em fases diferentes. Antes, um mesmo jogador só poderia ser inscrito uma vez na competição.

A mudança de clube, porém, só poderá ser registrada de uma fase para outra. Com isso, os times na fase de grupos podem contratar jogadores que disputaram as fases preliminares por outro equipe, assim como um clube classificado às oitavas de final pode contratar um jogador que atuou por outro clube na fase de grupos.

A permissão para mudança de clube dentro da competição, porém, se limita a dois clubes por jogador. Um mesmo jogador não poderá atuar por um clube na fase preliminar, outro na fase de grupos e um terceiro a partir das oitavas de final, por exemplo. Mas pode trocar de clube entre uma fase e outra, limitado a dois clubes no total.

Os jogadores podem mudar de clube, mas não podem sair de um para outro e depois voltar para o primeiro – o que respeitaria o limite de dois clubes, mas é justamente para não abrir essa brecha no regulamento. A mudança era um dos maiores pedidos feitos pelos treinadores nos últimos anos. O novo regulamento da Libertadores 2020 foi publicado no site da Conmebol.

Para os argentinos, especialmente, este é um ponto importante desde que a Libertadores passou a ser disputada ao longo de todo o ano. Como a temporada por lá é similar à europeia, de agosto a junho, é comum que jogadores mudem de clube em julho e acabem impedidos de jogar pelo novo clube se já tiverem disputado a Libertadores pelo clube anterior. Com a mudança, isso deixa de ser um problema.

O que diz o regulamento

A inscrição dos jogadores estará sujeita às disposições vigentes na respectiva Associação Membro e, tratando-se de jogadores com transferência internacional, conforme as normas de transferências internacionais da Fifa.

É de exclusiva responsabilidade da Associação Membro a qual pertencem os clubes, verificar e avaliar a inscrição dos jogadores que participarão no Torneio em nome de tais equipes, excluindo a Conmebol da referida obrigação.

Se considerará devidamente inscrito um jogador, no caso que a Lista de Boa Fé, esteja devidamente inscrita na Associação à qual pertence o clube. A Conmebol poderá a qualquer momento solicitar toda a documentação dos jogadores nas Associações Membros para averiguação e aplicar sanções em caso que os documentos não estejam corretos.

Um jogador poderá ser inscrito por um máximo de dois clubes diferentes na mesma edição do torneio com as seguintes condições:

a) Um jogador inscrito na Fase Preliminar (Fases 1, 2 e 3) poderá ser inscrito por outro clube unicamente a partir da Fase de Grupos;

b) Um jogador inscrito na Fase de Grupos por um clube poderá ser inscrito por outro clube unicamente a partir das oitavas de final, ou seja, não poderá participar de uma mesma fase por dois clubes diferentes;

c) Um jogador não poderá disputar a fase final (oitavas, quartas, semifinal e final) por mais de um clube;

d) Um jogador que tenha sido inscrito em um segundo clube não poderá ser inscrito novamente no seu clube originário na mesma edição do torneio.

Leia o regulamento completo da Conmebol Libertadores 2020.

Mudanças na lista de inscritos

Além da mudança de clubes que passa a ser permitida, há ainda uma permissão para troca de até cinco jogadores da fase de grupos para a fase oitavas de final. Nas quartas de final, podem ser feitas outras duas mudanças nos inscritos; por fim, nas semifinais podem ser feitas mais duas alterações. Na final, não são permitidas mudanças nos inscritos. Ainda mais porque a final passou a ser em jogo único em 2019. Há uma exceção, porém: pode ser mudado o goleiro em caso de lesão. Esta regra se aplica a qualquer fase da Libertadores.

Numeração fixa e sequencial

Como já acontecia em edições anteriores e há muitos anos, a Conmebol exige que os 25 jogadores inscritos nas três fases preliminares da Libertadores e os 30 inscritos na fase de grupos tenham numeração sequencial. Ou seja: nas fases preliminares, de 1 a 25; na fase de grupos, de 1 a 30.

Isso significa que jogadores como Antony, no São Paulo, que joga com a camisa 39, precisarão ser inscritos com um número de 2 a 30 (a camisa 1 necessariamente é de goleiro). É o mesmo  caso de Pedrinho, que veste a 38 desde que subiu aos profissionais do Corinthians (mas na Sul-Americana foi inscrito com a 20 em 2018 e com a 18 em 2019).

Aconteceu também com Jaílson, do Palmeiras, que atua normalmente com a camisa 42 nas demais competições, mas na Libertadores precisou ter outro número. O 12, número que times como Flamengo e Atlético Mineiro não usam em homenagem à torcida, precisam ser usados na Libertadores.

Este tipo de regulamento é similar ao que a Espanha adota também: por lá, os clubes tem limites de 25 inscritos na liga e precisam estar com a numeração de 1 a 25, necessariamente. Jogadores com números acima de 25 são das categorias de base. Nas competições europeias, não há qualquer restrição com o número de camisa. Em ligas como a inglesa, as regulações em relação a isso são bastante amplas e, na prática, o jogador pode ser inscrito com o número que quiser. Tanto que Trent-Alexander Arnold, lateral do Liverpool, joga com a 66. Na Itália não há qualquer restrição com numeração.

Fonte