TORCIDA

Crucial no acerto com Rafinha, Marcos Braz acumula ‘vitórias’ no cargo de VP do Fla

Crucial no acerto com Rafinha, Marcos Braz acumula ‘vitórias’ no cargo de VP do Fla
Em um certo momento da apresentação de Rafinha, o lateral, antes de responder a uma pergunta de um repórter, pediu licença para fazer uma espécie de declaração. E ela tinha um alvo: o vice-presidente de futebol, Marcos Braz. Segundo o jogador, a reunião feita em São Paulo, no dia 31 de dezembro de 2018, foi…

Em um certo momento da apresentação de Rafinha, o lateral, antes de responder a uma pergunta de um repórter, pediu licença para fazer uma espécie de declaração. E ela tinha um alvo: o vice-presidente de futebol, Marcos Braz. Segundo o jogador, a reunião feita em São Paulo, no dia 31 de dezembro de 2018, foi crucial para a sua decisão de assinar com o Flamengo.

Marcos Braz, Rafinha e Paulo Pelaipe na apresentação do lateral (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

Foto: Lance!

– Já são quase dois anos que o Lincoln (empresário) me enche o saco para voltar para o Brasil. Aí, no ano novo, o Marcos Braz (VP de futebol) abriu mão da família e marcou uma reunião comigo. Esse cara teve papel fundamental nessa minha vinda ao Flamengo. Eu falei que queria vir para o Flamengo, que queria voltar, mas teria que ter paciência para o meio do ano. Eu mesmo também fiquei ansioso, queria dar uma resposta, mas sair pela porta da frente do Bayern de Munique. Essa paciência foi muito importante – afirmou o novo lateral do clube.

O dirigente já tinha sido determinante no acerto com Jorge Jesus. Foi ele, por exemplo, que viajou para a Europa em busca de reforços e convenceu o presidente Rodolfo Landim de que o português seria o nome certo para treinar o Flamengo. Landim apareceu na foto que confirmou a contratação, e o diretor executivo Bruno Spindel acertou os detalhes contratuais. Mas, no geral, Marcos Braz foi o “camisa 10” do acordo que levou o ex-Benfica e Sporting ao Ninho do Urubu.

A ambição do VP de futebol no mercado de transferência tem conquistado a torcida. Na popular “FlaTT”, quando o clube está à procura de alguém, o poder de persuasão do diretor é infalível a reunião termina em um “cafezinho” quando este toma um “cafezinho” com a pessoa desejada. A brincadeira é uma alusão à época do período de negociação por Gabigol, em janeiro. Antes de todas as partes sacramentarem o contrato, os dois foram vistos num restaurante tomando um café. Poucos dias depois, o centroavante era apresentado com a camisa 9 rubro-negra.

As consecutivas vitórias em negociações contrastam com a credibilidade que Braz e a gestão de Landim tinham no início do ano. A escolha de variados perfis para assumir cargos de importância era definida como “controversa” e “confusa”. As contestações sobre a soberania de BAP, o Luiz Eduardo Baptista, vice de relações externas, eram grandes, sobretudo em assuntos que não lhe eram funções principais. BAP foi o principal responsável pela chegada de Abel Braga. Quando, ainda no período eleitoral, a chapa de Landim concluiu um acordo verbal com Abel Braga, Marcos Braz ainda não tinha sido definido como VP.

VELHO CONHECIDO DA NAÇÃO

Marcos Braz foi vice-presidente do clube em 2009. Na temporada, o Flamengo foi campeão Carioca e Brasileiro. Anteriormente, entre 2005 e 2008, ocupou o cargo de diretor de futebol, conquistando Copa do Brasil e dois Cariocas. Em 2014, chegou a ser cogitado como solução para substituir Paulo Pelaipe, então diretor-executivo. Em 2010, após uma crise nos bastidores com Petkovic e Adriano, Braz foi demitido. Cinco anos depois, foi nomeado secretário municipal de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes.

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