BRASILEIRÃO

Diniz pára o Flamengo pela segunda vez neste Brasileirão*

Quando Fernando Diniz, na oitava rodada do Brasileirão, dirigiu o Fluminense no 0 a 0 com o Flamengo, o rubro-negro não tinha Jorge Jesus no banco nem Rafinha, Filipe Luiz e Gerson em campo.Hoje também não teve os três jogadores, poupados para enfrentar o Grêmio pela Libertadores, na quarta-feira, em Porto Alegre. Faziam companhia a…

Quando Fernando Diniz, na oitava rodada do Brasileirão, dirigiu o Fluminense no 0 a 0 com o Flamengo, o rubro-negro não tinha Jorge Jesus no banco nem Rafinha, Filipe Luiz e Gerson em campo.

Hoje também não teve os três jogadores, poupados para enfrentar o Grêmio pela Libertadores, na quarta-feira, em Porto Alegre.

Faziam companhia a Jorge Jesus no banco.

É claro que os três fazem muita falta pelos lados e no meio de campo.

Ao estilo Diniz, o Tricolor não se acovardou e começou o jogo, no Maracanã repleto, ameaçando o gol de Diego Alves.

Mas logo o Flamengo tomou o comando do clássico e passou a rondar a meta de Tiago Volpi.

O time paulista tinha dificuldade em passar do meio de campo, mas ficava claro que nem Piris da Motta, nem Rodinei, estão à altura dos titulares.

Parecia óbvio que o São Paulo não suportaria a pressão por muito tempo.

Por três vezes Gabigol errou no último passe que redundaria em gols certos.

E, sob chuva forte, e frio para os padrões cariocas, de 20°, o domínio não redundava na aguardada abertura de placar.

Tirante os cinco minutos iniciais, o São Paulo nada tinha de parecido com Diniz — e nada mais natural que assim fosse.

Passados os 45 minutos iniciais, o 0 a 0 permanecia no placar, com ótima chance desperdiçada por Tchê Tchê no derradeiro minuto.

Para o segundo tempo, o Flamengo voltou com Rafinha e Gerson, nos lugares de Rodinei e Piris da Motta.

Apesar de jogo entre dois times técnicos, às faltas prevaleciam em partida mais brigada que jogada, 35 faltas em 55 minutos de jogo, sete a mais que a média do campeonato em 90 minutos.

No primeiro terço da etapa final Tiago Volpi teve de intervir três vezes, mas nada de excepcional.

Mas, aos 20′, ele salvou um gol de Rafinha e outro de Gerson.

Diniz mexeu no time e tirou Tchê Tchê para Vítor Bueno jogar.

Então, Pablo Mari falhou, Antony se aproveitou e chutou cruzado para ótima defesa de Diego Alves.

Ao chegar na metade do segundo tempo, o São Paulo interrompia a série de oito vitórias rubro-negras seguidas e ainda ameaçava, no erro carioca, impor a segunda derrota sob o comando de Jorge Jesus.

Pela segunda vez no Brasileirão, Diniz à frente de um tricolor, empatava sem gols com o Flamengo.

O Palmeiras agradecia pois, caso venha a vencer o Inter amanhã, no Beira-Rio, ficará a apenas um ponto do líder.

Gabigol pisou em Daniel Alves e levou o terceiro amarelo, suspenso no jogo contra a Chape.

Filipe Luís no jogo, aos 30′.

A orquestra vermelha e preta estava completa em busca da vitória.

Lédio Carmona informa: 39 faltas aos 32 minutos. Onze a mais que a média.

67.051 torcedores viam um jogo pior que o imaginado. 62.541 pagantes.

Quando faltavam dez minutos, já com 40 faltas, era evidente que o São Paulo estava feliz com o empate. Mais que compreensível.

Liziero no lugar de Antony, aos 39′, apenas comprovava o objetivo.

Hudson no de Hernanes, morto, aos 47′.

O jogo foi até os 52 minutos e Fernando Diniz estreou com o pé direito, um tricolor engasgado na vida do Flamengo, e terminou com 45 faltas. Uma demasia.

*O blog, como se sabe, não obedece a reforma ortográfica sobre o verbo parar.

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