BRASILEIRÃO

Empate no Pacaembu não melhora a vida de São Paulo e Cruzeiro

Empate no Pacaembu não melhora a vida de São Paulo e Cruzeiro
O São Paulo foi para o intervalo no Pacaembu molhado e deserto, apenas 7.853 pagantes, como precisava.Já o Cruzeiro foi como não queria. Alexandre Pato, aos 14 minutos, recebeu ótimo passe de Reinaldo em contra-ataque e fez o 1 a 0 que sustentou durante todo o primeiro tempo, graças, também, às ótimas defesa de Tiago…

O São Paulo foi para o intervalo no Pacaembu molhado e deserto, apenas 7.853 pagantes, como precisava.

Já o Cruzeiro foi como não queria.

Alexandre Pato, aos 14 minutos, recebeu ótimo passe de Reinaldo em contra-ataque e fez o 1 a 0 que sustentou durante todo o primeiro tempo, graças, também, às ótimas defesa de Tiago Volpi em chute de Lucas Romero e em cabeçada de Dedé, únicas grandes chances mineira.

O jogo espelhava à perfeição a necessidade dos dois grandes em busca de reabilitação, embora a do Tricolor não tivesse a ver exatamente com o Brasileirão, ao contrário da Celeste.

O trabalho nos vestiários tinha Cuca em busca de sacramentar a vitória e Mano Menezes tentando evitar mais uma derrota.

Hernanes, machucado, não voltou para o segundo tempo e Igor Gomes o substituiu.

Logo de cara, Pato puxou excelente contra-ataque, mas Igor Gomes não acertou o ultimo passe.

A resposta veio a seguir, com passe de Fred de calcanhar para Egídio e dele para Thiago Neves chutar por cima.

O segundo tempo prometia.

Uma bola no braço de Anderson Martins passou incólume pela arbitragem e o jogo seguiu, depois do VAR ser acionado.

Em seguida, bateu no braço de Toró e nada foi marcado.

O próximo lance resultou em gol de Fred, mas em impedimento.

Sobrava tensão no Pacaembu e só o Cruzeiro buscava o gol.

Difícil dizer se os nervos à flor da pele dos cruzeirenses tinham a ver só com a má campanha no Brasileirão ou, também, com as denúncias que desabaram sobre a direção do clube.

O São Paulo jogava tudo por um contra-ataque e dificilmente suportaria a pressão.

Não deu outra.

Aos 22′, em cobrança magistral de falta, Thiago Neves empatou.

Empatou 1 a 1 e deu lugar a David.

Pronto!

Nervos à flor da pele democraticamente distribuídos pelos 22 jogadores em campo.

Aos 25′, Volpi tirou a virada dos pés de David, numa bobeada incrível do atacante que tinha Fred livre à frente do gol.

Ariel Cabral saiu e Lucas Silva entrou num Cruzeiro que continuou melhor e mais perto da vitória.

Igor Vinicius e Calazans entraram nos lugares de Hudson e Vítor Bueno, aos 33′.

Para o Cruzeiro o empate não era ruim, a não ser pelo fato de jogar melhor.

Para o São Paulo era péssimo, quinto jogo seguido sem vitória.

Sassá em campo, aos 41′, no lugar de Fred, porque o Cruzeiro queria mesmo virar, queria mesmo ganhar.

Fábio dividiu com Pato e evitou a vitória dos anfitriões, aos 43′.

Igor Vinicius, para evitar a virada nós pés de David, foi expulso aos 48′.

A torcida cantava “time sem vergonha” e o chamava de “amarelão”.

Volpi, outra vez, salvou o time da derrota nos pés de Egídio.

O empate deixou crises pairando sobre o Morumbi e, menos, mas também, sobre a Toca da Raposa.

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