CARLOS AUGUSTO

Ex-jogador Edmundo conta origem do apelido ‘Animal’

Ex-jogador Edmundo conta origem do apelido ‘Animal’
Polêmico e às vezes controverso dentro e fora de campo, este é o ex-jogador Edmundo. Ele foi o convidado desta sexta-feira (5) do programa "Pânico", da rádio Jovem Pan de São Paulo.Nos gramados, tornou-se ídolo do Vasco da Gama e do Palmeiras, com muitos gols e títulos. Além disso, teve boa passagem no Futebol europeu…

Polêmico e às vezes controverso dentro e fora de campo, este é o ex-jogador Edmundo. Ele foi o convidado desta sexta-feira (5) do programa “Pânico”, da rádio Jovem Pan de São Paulo.

Nos gramados, tornou-se ídolo do Vasco da Gama e do Palmeiras, com muitos gols e títulos. Além disso, teve boa passagem no Futebol europeu e ainda atuou pela seleção brasileira, disputando a Copa do Mundo de 1998.

Depois do fim da carreira como jogador, passou para o outro lado sendo comentarista de futebol. Trabalhou na RedeTV!, Bandeirantes e Fox Sports.

Edmundo ‘Animal’

Na entrevista, o ex-jogador comentou sobre o apelido de “Animal”. Segundo ele, o nome surgiu nas transmissões esportivas do rádio.

“Na verdade, não deu pra mim, exclusivamente. O Osmar Santos, [ex-narrador do rádio nas décadas de 1980 e 1990] ele elegia o melhor em campo como o “Animal do Jogo”. E alguns atletas até repudiavam isso ao vivo no microfone da rádio que ele trabalhava. E eu fui algumas vezes seguidas eleito o melhor em campo. E aí num belo dia no antigo Parque Antártica, no campo do Palmeiras, a torcida começou a cantar: “Au, Au, Au, Edmundo é animal!”. E aquilo pegou, virou gíria. Aqui em São Paulo fiz bastante comercial graças a isso. E no final daquela ano [1994], infelizmente o Osmar Santos sofreu um acidente automobilístico e parou de narrar.

Então, teoricamente, se perpetuou em mim. A história é essa. Não foi especificamente para mim”, explicou.

Futebol atual

Edmundo fez um panorama do futebol nos dias de hoje. “A gente tem que acompanhar a evolução dos tempos. Mas têm algumas coisas que eu acho que poderiam ser ‘antigas’ ainda. Tipo, o Brasil [seleção] ficou cinco anos sem fazer um gol de falta.

Na minha opinião é que não se treina mais falta com exaustão como antes”, disse.

Para o ex-atleta, no futebol da sua época o talento individual era mais latente. “Tinha muito talento e você marcava forte, porque lá na frente o talento decidia. Hoje, isso já não existe mais. Os talentos estão, eu diria, com uma censura”, reclamou.

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