TORCIDA

Ex-PM é condenado a 149 anos de prisão por chacina da Pavilhão Nove

Ex-PM é condenado a 149 anos de prisão por chacina da Pavilhão Nove
Ex-policial militar Rodney Dias dos Santos é apontado como responsável por invadir a sede da torcida, com outros dois homens, e matar oito pessoas Após dois dias de julgamento, o ex-policial militar Rodney Dias dos Santos foi condenado, nesta sexta-feira (28), a 149 anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime fechado, como um dos responsáveis…

Ex-policial militar Rodney Dias dos Santos é apontado como responsável por invadir a sede da torcida, com outros dois homens, e matar oito pessoas

Após dois dias de julgamento, o ex-policial militar Rodney Dias dos Santos foi condenado, nesta sexta-feira (28), a 149 anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime fechado, como um dos responsáveis pela chacina com oito vítimas na sede da torcida organizada corintiana Pavilhão Nove, em 18 de abril de 2015.

Na ocasião, os torcedores Ricardo Júnior Leonel do Prado, André Luiz Oliveira, Matheus de Oliveira, Fábio Neves Domingos, Jhonatan Garzillo, Marco Junior, Mydras Schmidt e Jonathan Rodrigues do Nascimento, estavam na quadra da Pavilhão Nove, embaixo da ponte dos Remédios (zona oeste de São Paulo), logo após participarem de um torneio de futebol.

Conforme a denúncia do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), Rodney e outras duas pessoas armadas invadiram a quadra da torcida organizada com o intuito de matar um único integrante. No entanto, para garantir sua impunidade, e atirou contra os outros sete que estavam no local — além do alvo inicial. Três pessoas conseguiram fugir.

O julgamento havia iniciado no mês passado, mas foi interrompido após supostamente uma testemunha de acusação ameaçar o ex-PM. Com a retomada, o réu e as testemunhas de acusação e de defesa foram ouvidos durante esta quinta-feira (27) e sexta-feira.

Todos depoimentos ouvidos anteriormente foram descartados, segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). 

Na decisão, a juíza Giovanna Christina Collares, do Tribunal do Júri, afirma que “a personalidade do réu demonstra o seu absoluto desvalor à vida humana, ante a frieza com que os crimes foram cometidos, pois as vítimas foram executadas com tiros na nuca”.

O outro apontado como autor da chacina, o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva, não vai será julgado, porque a juíza entendeu que não há indícios suficientes que indique a participação dele no ataque. O soldado segue suas atividades como policial militar.

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