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Grupo de 50 conselheiros do São Paulo pede impeachment do presidente Leco

Grupo de 50 conselheiros do São Paulo pede impeachment do presidente Leco
Documento será analisado pelo presidente do Conselho Deliberativo; o clube protestou contra a medida em nota oficial Por Da Redação access_time 4 dez 2019, 15h11 - Publicado em 4 dez 2019, 14h21 O presidente do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na apresentação de Daniel Alves (Kaio Lakaio/VEJA) Um grupo de conselheiros…

Documento será analisado pelo presidente do Conselho Deliberativo; o clube protestou contra a medida em nota oficial

Por Da Redação

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4 dez 2019, 15h11 – Publicado em 4 dez 2019, 14h21

O presidente do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na apresentação de Daniel Alves (Kaio Lakaio/VEJA)

Um grupo de conselheiros do São Paulo protocolou um pedido de impeachment contra o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O documento foi assinado por 50 membros do Conselho Deliberativo nesta terça-feira, véspera da partida contra o Internacional, no Morumbi, que pode garantir a equipe na fase de grupos da próxima Copa Libertadores da América.

O requerimento foi feito com base em dois pontos. Os conselheiros reclamam que Leco firmou contratos sem a aprovação do Conselho e negou, sem qualquer justificativa, disponibilizar as cópias dos acordos para a apreciação deles. O outro fator que resultou no pedido de impeachment é, de acordo com o grupo, a gestão temerária da diretoria, que já estourou mais de 5% do orçamento, o máximo permitido pelo estatuto.

Entre janeiro e agosto de 2019, o clube registrou um déficit de 76,5 milhões de reais e precisa vender jogadores para cobrir o rombo no caixa. O São Paulo se defende dizendo que o ano ainda está em curso e isso desqualifica a argumentação. O clube pretende negociar jovens jogadores para equilibrar suas finanças. Antony, Igor Gomes e Liziero são alguns dos nomes ventilados.

O pedido será encaminhado para que o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Abranches Pupo Barboza faça a primeira análise. Para que haja a destituição de Leco do cargo, dois terços dos conselheiros tem que aprovar o documento – portanto, 160 dos 240 membros. O presidente seria afastado e seria convocada uma Assembleia Geral para ratificar o impeachment. Caso isso não haja a ratificação, Leco poderia voltar a suas funções.

O grupo de 50 conselheiros pediu o afastamento apenas de Carlos Augusto de Barros e Silva, mas não do vice-presidente, Roberto Natel. A dupla está rachada desde março de 2018 e tem uma relação apenas protocolar. O mandato de Leco como mandatário do São Paulo vai até dezembro de 2020.

O clube soltou uma nota oficial sobre o pedido de impeachment protocolado contra o presidente:

Carece de fundamento o pedido de destituição protocolado ontem contra o Presidente do São Paulo Futebol Clube e sua Diretoria, conforme noticiado pela imprensa.

O requerimento é uma peça discutível e equivocada, obra de uma parcela de conselheiros movida pelo intuito de criar factoides e tumultuar o ambiente do clube. A manobra ocorre, não por acaso, na véspera de decisiva partida contra o Internacional pelo Brasileirão – o que deveria ser momento de união entre as forças são-paulinas -, servindo para esses senhores de janela de oportunidade contra a gestão.

O documento, divulgado por alguns órgãos de comunicação, baseia-se num suposto descumprimento na execução do orçamento de 2019, ainda com o ano em curso, o que, de saída, desqualifica de forma clara a argumentação. O simples fato de o ano ainda não ter terminado torna o documento insustentável perante a gravidade daquilo que está sendo requerido. É, pois, expediente oportunista de seus signatários.

Esta administração, pautada por condutas sempre corretas e transparentes, está, como sempre esteve, aberta ao diálogo franco e irrestrito, mas não vai tolerar arroubos como os perpetrados. A disputa política precisa, acima de todas as diferenças, respeitar regras e processos, e não enveredar para um vale-tudo oportunista e demagógico. Esse caminho não atende aos objetivos do São Paulo, nem está em concordância com as tradições da nossa instituição.


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