BRASILEIRÃO

Jogo contra o São Paulo | STJD cobra explicação do Vasco após caso de homofobia

Jogo contra o São Paulo | STJD cobra explicação do Vasco após caso de homofobia
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) oficiou o Vasco da Gama para prestar esclarecimentos sobre o caso de homofobia ocorrido ontem (25), em São Januário, durante a partida contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. O tribunal exige esclarecimentos sobre os cantos preconceituosos de alguns torcedores, devidamente ouvidos e registrados em súmula pelo árbitro…

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) oficiou o Vasco da Gama para prestar esclarecimentos sobre o caso de homofobia ocorrido ontem (25), em São Januário, durante a partida contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. O tribunal exige esclarecimentos sobre os cantos preconceituosos de alguns torcedores, devidamente ouvidos e registrados em súmula pelo árbitro Anderson Daronco.

Segundo o ofício, o Vasco tem três dias para se manifestar. Somente após este período, os procuradores vão analisar a possibilidade de denúncia contra o clube, que se posicionou contra o comportamento deste grupo de torcedores em nota publicada hoje (26), um dia após a vitória por 2 a 0.

O STJD se apega ao relatório do árbitro. Na súmula, Anderson Daronco registra a paralisação da partida após torcedores provocarem o São Paulo com gritos de caráter homofóbico.

“Aos 19 minutos do segundo tempo a partida foi paralisada para informar ao delegado do jogo e aos capitães de ambas as equipes a necessidade de não acontecer novamente e para informar no sistema de som do estádio o pedido para que os torcedores não gritassem mais palavras homofóbicas”, escreveu Daronco nas observações sobre o duelo.

O tribunal recomendou na última semana que os árbitros registrem casos de homofobia em súmula. O objetivo, segundo o comunicado do STJD enviado a clubes e federações, prevenir comportamento preconceituoso de torcedores. Multas e punições podem entrar em pauta, caso as ofensas se mantenham. Esta foi a primeira rodada de Brasileirão sob esta nova diretriz.

Punir comportamentos homofóbicos surge como uma reação do tribunal esportivo à pressão da Fifa e do Supremo Tribunal Federal. Desde junho, homofobia e transfobia são tratadas sob a mesma legislação de crimes de racismo.

A entidade máxima do futebol, por outro lado, recentemente até multou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pelo comportamento preconceituoso de torcedores durante as eliminatórias para o Mundial da Rússia e Copa América.

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