TORCIDA

Juca Kfouri | Loucos por futebol acham rivais à altura em Brasília

Juca Kfouri | Loucos por futebol acham rivais à altura em Brasília
“O leitor que só enxerga a vida pelo prisma da política vai achar que a coluna é sobre um secretário de Cultura que plagiou de Goebbels, a frase, o filmete e o projeto cultural heroico-nacionalista. Ou sobre um presidente que o elogia de noite e demite de manhã, por um ‘pronunciamento infeliz’. Mas não é”,…

“O leitor que só enxerga a vida pelo prisma da política vai achar que a coluna é sobre um secretário de Cultura que plagiou de Goebbels, a frase, o filmete e o projeto cultural heroico-nacionalista. Ou sobre um presidente que o elogia de noite e demite de manhã, por um ‘pronunciamento infeliz’. Mas não é”, escreveu Marcelo Leite, com o brilho de sempre.

Com o justo crédito a quem de direito a apropriação de seu texto também não tem a intenção de ser político, muito menos científico, apenas futebolístico.

Ora, o que são o presidente da Republik, seu ex-secretário da Kultur, ou seus ministros da Educassão, dos Diretos Desumanos ou das Relações Posteriores perto do treinador argentino Marcelo “El Loco” Bielsa, inspirador de Jorge Sampaoli e admirado por Pep Guardiola?

O alienista Dr. Simão Bacamarte internaria todos eles na Casa Verde de Machado de Assis e os soltaria em seguida para ficar sozinho no sanatório geral do Patropi.

Almir Pernambuquinho, a quem o Santos deve seu segundo título mundial, seria ministro do Esporte no governo de Jânio Quadros e Serginho Chulapa o sucederia no de Fernando Collor, fascismos à parte.

Quem é louco por futebol sabe do que se trata e Freud não seria capaz de dar conta da torcida brasileira, fartamente responsável por tudo, porque acreditou num bando de doidos cujo gol, com método importado, é o de confundir e não explicar.

De Chacrinha a Donald Trump certo estava o saudoso jornalista Geraldo Mayrink, para quem não existiam limites para a insanidade, como Narcisa “Ai, que Loucura” Tamborindeguy, ex-namorada de Ricardo Teixeira, está aí para provar.

Urge achar alguém que recupere a chave do hospício.

Contradições FC

O Palmeiras ganhou a Florida Cup e não mostrou ainda o que promete. 

Felipe Melo é boa ideia na zaga para saída de bola com qualidade, mas precisa de tempo para se adaptar.

O Corinthians a perdeu ao ser derrotado pelo colombiano Atlético Nacional por 2 a 1 em jogo que mereceu vencer por 5 a 2, não tivesse Boselli perdido pênalti, chutado no travessão e Vagner Love desperdiçado dois gols imperdíveis.

O centroavante argentino, inteligente, bem posicionado, boa visão de jogo, não desencanta e o brasileiro parece no ocaso de bela carreira. Gustagol é apenas folclore.

Já na Copa São Paulo, o Vasco, protagonista dos melhores jogos do torneio, ficou nas quartas de final, enquanto o Corinthians, mais ao velho estilo de Fábio Carille do que novo de Tiago Nunes, porque Dyego Coelho bebeu mais naquele do que neste, está nas semifinais.

A final inédita pode ser o Grenalzinho o que fará apenas a quinta decisão da Copinha, em 51, sem um time paulista.

Mas Corinthians e Oeste podem fazer a 22ª só entre times de São Paulo.

Oh, Liverpool!

Eu gosto de você, quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser vermelho. Conte comigo, Liverpool, acima de tudo, viva o bom futebol.

A paródia da tocante canção que embala o Maracanã rubro-negro não se compara ao hino “You’ll Never Walk Alone” e não é feita para espezinhar ninguém.

Apenas para homenagear o frenético estádio de Anfield que viu mais um recital do time de Jürgen Klopp ao fazer cat and shoe do maior rival Manchester United.

Só no primeiro tempo foram três gols, dois, lindos, anulados pelo VAR, e oito escanteios contra nenhum.

Terminou 2 a 0; 4 a 1 ficaria melhor.

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