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Justiça cassa chapa de prefeito reeleito de Embu das Artes, em São Paulo

Justiça cassa chapa de prefeito reeleito de Embu das Artes, em São Paulo
São Paulo – A chapa eleitoral que reelegeu o prefeito Ney Santos (Republicanos) em Embu das Artes, na Grande São Paulo, foi cassada pela Justiça. Com a decisão do juiz Gustavo Romero Fernandes na noite dessa segunda-feira (14/12), fica suspensa a diplomação do prefeito e do vice Hugo Prado no início de 2021.A ação de…

São Paulo – A chapa eleitoral que reelegeu o prefeito Ney Santos (Republicanos) em Embu das Artes, na Grande São Paulo, foi cassada pela Justiça. Com a decisão do juiz Gustavo Romero Fernandes na noite dessa segunda-feira (14/12), fica suspensa a diplomação do prefeito e do vice Hugo Prado no início de 2021.

A ação de cassação da chapa foi proposta pelo PSol e ainda cabe recurso. Para o magistrado, há indícios de que houve desrespeito à Constituição e à Lei Eleitoral, segundo o G1.

De acordo com a denúncia, Ney Santos “extrapolou no limite da publicidade” ao fazer publicações em jornais que apresentava balanços de prestações de conta do mandato e do combate à Covid-19 na cidade. O candidato à reeleição não usava o termo prefeitura nas publicidades, mas sempre o nome dele. No entendimento do juiz, houve abuso de poder econômico. Diligências feitas em uma gráfica confirmaram que esses jornais com as prestações de contas foram confeccionados no local.

Ney Santos foi reeleito com 48,39% dos votos (61.660 no total). Ele derrotou Rosângela Santos (PT), que ficou em segundo lugar com 21,33% (27.178 votos). A eleição em Embu das Artes teve 21,06% de abstenção, 5,77% votos brancos e 8,95% votos nulos.

No primeiro mandato, Ney Santos já havia sido afastado do cargo pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região em dezembro de 2019. Ele foi investigado na operação Hammer-On da Polícia Federal, realizada no Paraná em setembro de 2017, por suspeita de lavagem de dinheiro entre os anos de 2014 e 2017 e de ocultação de bens em nome de laranjas.

Ney Santos também chegou a ter a prisão decretada em 2016 durante uma operação do Ministério Público de São Paulo. Ele foi acusado de ser um dos responsáveis por lavar o dinheiro do tráfico de drogas de uma facção criminosa que comanda o crime organizado dentro e fora dos presídios do estado. O MP diz que Ney Santos é ligado ao PCC.

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