TORCIDA

Mães torcedoras marcam presença nos estádios de Salvador

Lainy levou o filho ao estádio pela primeira vez antes dele completar um ano Não há dúvida de que o futebol é o esporte preferido do brasileiro e que normalmente esse amor é passado de geração a geração. É comum chegar a um estádio e encontrar maior parte das arquibancadas preenchidas por pessoas do sexo…
Lainy levou o filho ao estádio pela primeira vez antes dele completar um ano

Não há dúvida de que o futebol é o esporte preferido do brasileiro e que normalmente esse amor é passado de geração a geração. É comum chegar a um estádio e encontrar maior parte das arquibancadas preenchidas por pessoas do sexo masculino, seja por crianças, idosos, adultos e jovens.

Contudo, a força e a presença feminina nesses ambientes têm crescido cada vez mais. Por isso, neste domingo, 12, data em que é comemorada o ‘Dia das Mães’ o Portal A TARDE traz breves histórias de mulheres que, além de frequentar estádio, têm os filhos como parceiros de arquibancadas.

Mãe do pequeno Artur e torcedora do Esporte Clube Bahia, Lainy Paula de Sá, 25 anos, descobriu a gravidez aos 19. Ela, que desde adolescente é ligada ao futebol, levou seu filho ao estádio pela primeira vez antes dele completar um ano.

“É um programa de família, então ele sempre estava. Já fomos a muitos jogos, mas, se não engano, o primeiro contato dele pessoalmente com o Bahia foi em um treino aberto em Pituaçu. Hoje, ele é o maior motivo que me leva à Arena Fonte Nova, porque ele ama, conhece tudo e sempre me pede pra ir”, contou.

O ano era 1976, quando, na época, Aurenalva Dantas, 44, mais conhecida como Mã Vitória, tinha dois anos e assistiu a uma partida de futebol. “Meu pai meu levou para o jogo entre Vitória e Leônico e, depois disso, nunca mais deixei de frequentar estádio. Além dos jogos, ele também me levava para assistir aos treinos dias de segunda, quarta e sexta-feiras”.

Mãe de Gilson Júnior, 19, Aurenalva levou seu filho para conhecer o estádio em 1994. “Ele tinha quatro anos, lembro bem que foi no jogo Vitória x São Paulo. Depois disso passei a levá-lo mais vezes. Eu que dei o ponta pé inicial para que meu filho fosse tão ligado ao futebol como é hoje em dia. Posso dizer que fui e ainda sou a maior influência dele no futebol. Me orgulho disso”.

Acompanhado dos filhos Bruna e Mateus e do marido Kleber Leal, Angélica de Melo Leal, 52, também costuma ir ao estádio e garante que assistir aos jogos das arquibancadas é bem melhor do que pela televisão. “A emoção é outra, com certeza. Aproveito que é um momento família e vou sempre que posso, porque é muito bom.

“Nunca vou esquecer do jogo contra Portuguesa em 2010, quando o Bahia conseguiu o acesso pra série A. Foi o que mais me marcou”, declarou.

Sophia tinha apenas 10 meses quando sua mãe Gisela Astorga de Amorim, 27, decidiu levá-la para conhecer o Barradão, segundo Gisela, depois disso, as idas ao estádio passaram a ser freqüentes.

“Sophia não mora com pai e eu também não tenho pai. Aqui em casa só eu gosto de futebol. Amo muito. Ela começou a gostar porque comecei a levá-la e isso despertou interesse nela. Só não levo quando o jogo é muito tarde ou chove. Quando ela não assiste no estádio é pela TV. Ela já é uma torcedora pé quente e faço questão de tê-la comigo nos jogos”.

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