TORCIDA

Manifestação “pró-democracia” cruza-se com apoiantes de Bolsonaro e Polícia Militar é obrigada a intervir

Manifestação “pró-democracia” cruza-se com apoiantes de Bolsonaro e Polícia Militar é obrigada a intervir
Manifestação em São Paulo convocada por adeptos do Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos "contra o fascismo e em defesa da democracia" cruzaram-se com apoiantes de Bolsonaro houve confrontos. i ▲Polícia Militar utilizou "bombas de efeito moral" (petardos) para tentar terminar confrontos. dpa/picture alliance via Getty I ▲Polícia Militar utilizou "bombas de efeito moral" (petardos)…

Manifestação em São Paulo convocada por adeptos do Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos “contra o fascismo e em defesa da democracia” cruzaram-se com apoiantes de Bolsonaro houve confrontos.

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Polícia Militar utilizou “bombas de efeito moral” (petardos) para tentar terminar confrontos.

dpa/picture alliance via Getty I

Polícia Militar utilizou “bombas de efeito moral” (petardos) para tentar terminar confrontos.

dpa/picture alliance via Getty I

Enquanto Bolsonaro sobrevoava de helicóptero uma manifestação de apoio ao seu mandato e montava um cavalo da patrulha militar para se movimentar entre os apoiantes, a vários quilómetros, em São Paulo, duas outras manifestações acabavam com a força musculada da polícia. Na Avenida Paulista, dois grupos — uns que se afirmam “pró-democracia” e anti-fascistas (“antifa”) e outros apoiantes de Bolsonaro, cruzaram-se. E o que começou por ser uma manifestação pacífica, segundo o G1, acabou em momentos de maior tensão, esta tarde de domingo.

A Polícia Militar utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, mas aquilo que era um confronto com outro grupo de pessoas transformou-se num conflito entre manifestantes pró-democracia e a Polícia Militar, segundo o G1. Aos petardos lançados pela Polícia Militar, os manifestantes responderam com paus e pedras o que obrigou os militares a utilizar, uma vez mais gás lacrimogénio, e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

“A polícia estava ali entre os dois grupos antagónicos, para manter a segurança de todos. Num determinado momento começaram a atirar pedras contra a Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral (petardos)”, afirmou o coronel Álvaro Camilo em entrevista à GloboNews, citado pelo G1.

Aos gritos de “democracia” e “ô, ô, ô, ditadura acabou”, manifestantes antifascistas de diversas torcidas fecharam a avenida Paulista em uma manifestação contra os atos golpistas que vêm sendo realizados por apoiadores de Jair Bolsonaro. #ForaBolsonaro#Antifa pic.twitter.com/NB5jalV7PV

— Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) May 31, 2020

Os confrontos acontecem no mesmo dia em que Trump anunciou no Twitter que os Estados Unidos iriam passar a considerar a “ANTIFA” como uma organização terrorista, uma publicação que Jair Bolsonaro republicou, como se de um aviso se tratasse.

pic.twitter.com/WRf5vXQxo6

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 31, 2020

O filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro também reagiu no Twitter à decisão do presidente norte-americano, considerando que o Brasil “devia fazer o mesmo” e atirando às claques dos clubes de futebol — que organizaram o protesto em São Paulo — que acusa de quererem “desordem, barderna [confusão] e confronto”.

O Brasil deveria fazer o mesmo. Aqui eles se fantasiam de torcida organizada, mas todos sabemos que querem é desordem, baderna e confronto com manifestações pacíficas. https://t.co/vIJsT2SBSp

— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) May 31, 2020

Fonte

Redação SP

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