CARLOS AUGUSTO

Meio bilhão em dívidas. R$ 33 mi a empresários. Esse é o São Paulo…

Meio bilhão em dívidas. R$ 33 mi a empresários. Esse é o São Paulo…
São Paulo, Brasil Já não bastasse ser o presidente que está há mais tempo sem um título, em toda a história do São Paulo. Desde 15 de outubro de 2015, quando substituiu o decepcionante Carlos Miguel Aidar, são só fracassos acumulados com o inseguro Leco. O clube tricampeão mundial não conseguiu sequer um mísero título…

São Paulo, Brasil

Já não bastasse ser o presidente que está há mais tempo sem um título, em toda a história do São Paulo.

Desde 15 de outubro de 2015, quando substituiu o decepcionante Carlos Miguel Aidar, são só fracassos acumulados com o inseguro Leco.

O clube tricampeão mundial não conseguiu sequer um mísero título estadual, nesses cinco anos. 

Nem na dificílima construção do Morumbi, um presidente acumulou tantas derrotas. No jejum entre 1957 e 1970, os dirigentes se revezaram no comando do clube, que priorizava o ‘maior estádio particular do mundo’.

Leco, não.

Mesmo sem ter um estádio para erguer, esteve no comando dos inúmeros projetos perdedores.

Fracassou em Libertadores, Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil, Copa Sul-Americana, Campeonatos Paulistas.

A transformação do ultrapassado Morumbi em uma arena moderna, jamais aconteceu. Os Centros de Treinamentos dos profissionais e dos garotos, em Cotia, seguem basicamente iguais como eram com o falecido Juvenal Juvêncio.

O último título do São Paulo foi a Copa Sul-Americana em 2012. Já caminha para oito anos sem uma conquista. É o segundo maior jejum da sua história. O maior nos últimos 50 anos.

Não bastasse esse vexame esportivo, há agora as contas do clube. 

Conselheiros importantes não se conformam com o São Paulo apresentar déficit de R$ 156 milhões em 2019. 

Não se conformam com os gastos de R$ 149 milhões em jogadores.

O que é muito pior, na análise de grupos da oposição e da situação.

Os gastos com intermediários, com agentes de jogadores. 

As comissões foram de R$ 33,1 milhões.

O triplo de 2018, que chegou a R$ 10,6 milhões.

Os valores estão no balanço financeiro oficial do clube.

Cinco empresários não têm do que reclamar.

Fransérgio Ferreira ganhou R$ 6,5 milhões por ter levado Daniel Alves ao Morumbi; Eduardo Uram, R$ 5,6 milhões por Tiago Volpi; Joseph Lee, R$ 5,5 milhões, por Hernanes; André Cury, R$ 4 milhões, por Alexandre Pato. Nick Arcuri, R$ 3,4 milhões, por Tchê Tchê.

Somados, chegam a 75% do que o clube gastou em comissões em 2019.

Não há qualquer irregularidade, mas R$ 33 milhões só para empresários é muito dinheiro e mostra uma maneira esbanjadora de contratar.

Há três candidatos assumidos à sucessão do inseguro Leco, na eleição marcada para dezembro. 

Marco Aurélio Cunha, o vice Roberto Natel, José Carlos Ferreira Alves, Sylvio de Barros aparecem pela oposição. São três grupos articulando tirar a situação.

Com disposição para tentar uma composição, na reunião marcada para junho.

E, por enquanto, Julio Casares, pela situação.

Com apoio de oito grupos de conselheiros.

Casares acaba de falar a meu colega PVC que a dívida do São Paulo é de ‘meio bilhão de reais’. Sabe do que está falando por representar o grupo que levou Leco ao poder.

Só que Casares, como os cinco pré-candidatos da oposição estão fazendo campanha distantes do atual presidente.

O São Paulo segue politicamente dividido. 

São nove grupos de conselheiros que brigam tanto pelo comando do Conselho Deliberativo, com eleição em novembro, como pela presidência.

Leco nunca esteve tão desgastado.

Em todos os sentidos.

Carlos Augusto Barros e Silva sonhou por décadas com o comando do clube.

Conseguiu.

E se tornou o pior da história do São Paulo.

Que triste legado…

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