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MTST marcha pelo fim dos despejos e é atacado por bombas de gás

MTST marcha pelo fim dos despejos e é atacado por bombas de gás
MTST MTST realiza marcha até a sede do governo paulista para pedir o fim dos despejos durante a pandemia O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi às ruas hoje para reivindicar a liberação de recursos para moradia e, principalmente, protestar pelo fim dos despejos e das reintegrações de posse durante a pandemia do novo…


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MTST realiza marcha até a sede do governo paulista para pedir o fim dos despejos durante a pandemia

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
foi às ruas hoje para reivindicar a liberação de recursos para moradia e, principalmente, protestar pelo fim dos despejos
e das reintegrações de posse durante a pandemia do novo coronavírus
(Sars-Cov-2). A organização estima que pelo menos cinco mil pessoas marcharam em direção ao Palácio dos Bandeirantes nesta tarde de quinta, 30. O movimento respeitou o distanciamento social e distribuiu máscaras de proteção individual e álcool gel para aos participantes.

O grupo se concentrou na Avenida Francisco Morato às 14h30, em frente à estação São Paulo-Morumbi, e seguiu em direção ao Palácio do Governo de São Paulo respeitando o distanciamento mínimo de 1,5 metro. No Twitter, o coordenador nacional do MTST
, Guilherme Boulos declarou “É inaceitável que, em plena pandemia, a população mais pobre de São Paulo fique desabrigada”.

Marcha pelo fim dos despejos e pelo direito à moradia. O MTST caminha até o Palácio do Gov. de SP para exigir o fim dos despejos na pandemia, pelo teto de nossas famílias e que os recursos destinados à habitação sejam liberados!

Todos os protocolos de saúde foram seguidos. pic.twitter.com/Hhye03EdZ7

— MTST (@mtst) July 30, 2020

Em entrevista ao UOL, Boulos ilustrou a agonia dos participantes. “Essa marcha só ocorre, como último recurso, porque as pessoas estão desesperadas
. Muitas correm o risco de serem jogadas na rua nas próximas semanas, ou seja, de perderem o seu teto em meio à pandemia, se os despejos e as reintegrações de posse não forem suspensos”, disse.

A @jubasso_juntas
explica porque os sem-teto estão agora em marcha para o Palácio dos Bandeirantes. pic.twitter.com/SEpnRYFqYy

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) July 30, 2020

Parte da coordenação do MTST
, Jussara Bastos disse que a manifestação é uma denúncia contra o estado de São Paulo, que não está cumprindo os acordos feitos com o Movimento. “Temos um orçamento de R$ 55 milhões para as ocupações, que não foram liberados ainda”, relatou.

REPRESSÃO

O desejo dos manifestantes era que a administração João Dória (PSDB) recebesse o movimento para diálogo, já que até então a medida adotada pelo governador foi congelar os recursos para moradia. Após horas de manifestação pacífica
do MTST, a Polícia Militar de São Paulo repreendeu a passeata com bombas de gás.

ABSURDO!!! PM de Doria ataca com bombas de gás manifestação do MTST que pedia a suspensão de despejos durante a pandemia. Ato covarde e criminoso! pic.twitter.com/kgRQQWPkKh

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) July 31, 2020

As bombas de gás
foram lançadas quando o grupo alcançou a altura do estádio Cícero Pompeu de Toledo, com o objetivo de impedir que os manifestantes se aproximassem do Palácio dos Bandeirantes. Parte do movimento se dispersou e os intoxicados pelo gás foram atendidos por membros do MTST
.

O secretário de Habitação de São Paulo recebeu uma comissão para que as demandas fossem apresentadas.

DESPEJO ZERO

A Marcha Contra os Despejos e Pela Moradia
faz parte da campanha Despejo Zero, que tem como objetivo pressionar o Executivo, Legislativo e Judiciário para impedir os despejos e reintegração de posse.

“A principal orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a disseminação do coronavírus é o isolamento social. Apesar desta medida ser a mais eficaz para que a contaminação não se alastre ainda mais, os despejos individuais, coletivos e remoções forçadas continuam em plena crise sanitária”, diz a Central de Movimentos Populares (CMP) em nota.

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