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No Atlético, Dudamel engrossa fila de estrangeiros que se deram mal no Brasil

O venezuelano Rafael Dudamel chegou ao Atlético-MG com o currículo de revolucionar o futebol do seu país, sendo vice-campeão mundial sub-20 e alcançando as quartas de final da última Copa América, mas deixa o clube longe do sucesso conquistado recentemente por Jorge Jesus e Sampaoli. O histórico goleiro do Deportivo Cali agora se junta a…

O venezuelano Rafael Dudamel chegou ao Atlético-MG com o currículo de revolucionar o futebol do seu país, sendo vice-campeão mundial sub-20 e alcançando as quartas de final da última Copa América, mas deixa o clube longe do sucesso conquistado recentemente por Jorge Jesus e Sampaoli. O histórico goleiro do Deportivo Cali agora se junta a outros nomes da profissão que não conseguiram reeditar seus bons trabalhos em solo nacional.

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Mesmo com quatro vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas no seu tempo de Galo, Dudamel acabou eliminado tanto da Copa Sul-Americana quanto da Copa do Brasil, esta última frente ao desconhecido Afogados da Ingazeira, protagonizando mais uma zebra na competição. Fracassos que levaram a diretoria mineira a tirá-lo do comando antes mesmo do fim do Estadual.

O cenário, no entanto, não é novidade para alguns treinadores sul-americanos que se aventuraram no país. De Dario Pereyra a Daniel Passarela, a  Goal  repassa, a seguir, alguns exemplos de profissionais que não conseguiram triunfar no Brasil.

Dario Pereyra (Corinthians – 2001)

Depois de fazer um trabalho razoável no Atlético-MG, sendo campeão mineiro e deixando o time em uma boa colocação para o mata-mata do Brasileirão Série A de 1999, o histórico zagueiro do São Paulo chegou ao Corinthians para comandar uma retomada da equipe após o sombrio segundo semestre de 2000. A empreitada, porém, durou só seis jogos.

Em meio à primeira fase do Torneio Rio-São Paulo, com uma vitória, um empate e uma derrota, ele abriu o Paulista com duras derrotas e um empate, totalizando um aproveitamento de 27,7%. A diretoria não quis segurá-lo, com medo de o fracasso persistir, e acabou demitindo o profissional após uma derrota por 2 a 1 para a Portuguesa Santista, no Ulrico Mursa.

“Pelo menos consegui quebrar a série sem vitórias”, disse Pereyra, que derrotou o Flamengo por 4 a 3 no seu único triunfo, com três gols de Luizão. Aquele time, depois comandado por Vanderlei Luxemburgo, acabou campeão paulista e finalista da Copa do Brasil.

Hugo De León (Grêmio – 2005)

O uruguaio Hugo de León começou a carreira como treinador ostentando um tricampeonato no seu país à frente do Nacional de Montevidéu e foi acionado pelo Grêmio, onde havia sido campeão da Copa Libertadores e do Mundial como jogador, para guiar uma reação da equipe na temporada. Depois de ser rebaixado para a Série B, o Tricolor Gaúcho buscava um nome que ajudasse a reconstruir o clube.

O time, porém, foi apenas o terceiro colocado do seu grupo no Gaúcho e perdeu a vaga na final ao ser derrotado por 3 a 2 pelo Caxias. Antes de estrear na Série B, acabou derrotado por 3 a 0 pelo Fluminense na Copa do Brasil, e o ex-zagueiro não aguentou a pressão.

“Não é fácil demitir um ídolo como o De León”, disse o então diretor Mario Sérgio, também campeão do Mundo pelo Tricolor. Seu sucessor foi Mano Menezes, dono de grande trajetória no clube na década passada.

Daniel Passarela (Corinthians – 2005)

Zagueiro campeão mundial pela Argentina, Passarela chegou ao Corinthians para comandar a legião argentina trazida na parceria com a MSI, liderada pelo atacante Carlos Tévez. Sucessor de Tite, conseguiu bom desempenho no Paulista, apesar de não ficar com o título, e parecia entrar bem para a disputa do Brasileiro.

Uma série de decisões, como afastar o goleiro Fábio Costa, porém, começaram minar o ambiente do treinador. Eliminado na Copa do Brasil pelo Figueirense, viu Roger, seu meia que havia virado reserva, chutar um pênalti muito longe do gol. Poucos dias depois, foi goleado por 5 a 1 pelo São Paulo e acabou demitido.

Foram 15 jogos pelo Timão com apenas três derrotas, mas todas marcantes (a terceira foi um 3 a 0 para o Cianorte, fora de casa). Márcio Bittencourt, seu auxiliar, assumiu o comando da equipe e liderou uma campanha que culminou no título brasileiro daquele ano, finalizado por Antônio Lopes.

Lotthar Matthäus (Athletico – 2006)

O ídolo alemão, presente em cinco edições da Copa do Mundo, desembarcou no Athletico para dar seguimento a um projeto de clube modelo, marca dos paranaenses. Recém-finalista da Copa Libertadores da América, o Furacão esperava se fincar no topo do cenário nacional com um nome tão conhecido do futebol, mas o projeto durou pouco mais de um mês.

Ainda que tenha obtido seis vitórias e dois empates no comando da equipe, Matthäus entregou uma carta de demissão à diretoria alegando motivos familiares para abrir mão dessa empreitada. Em 2013, chegou a pedir desculpas pela atitude, em entrevista ao  GloboEsporte .

“Não fui correto. No fim, eu realmente me sinto…  Não digo que me sinto envergonhado. Mas eu deixei algo que não poderia ter deixado. Tudo foi tão bem em Curitiba, os jogadores eram talentosos. Dagoberto, Michel Bastos”, afirmou o alemão.

Ricardo Gareca (Palmeiras – 2014)

Bem cotado no futebol atual após levar a seleção peruana de volta a uma Copa do Mundo e à final da última Copa América, Ricardo Gareca foi a aposta do Palmeiras durante a parada para o Mundial de 2014, no Brasil, na busca por reerguer o clube. Paulo Nobre chegou a ficar famoso nas redes sociais ao dizer que o time “empolgou” com a boa inter-temporada. O sucesso, porém, não veio.

Com um elenco bastante limitado, Gareca não foi capaz de fazer o Palmeiras repetir o seu Vélez Sarsfield dos anos anteriores, forte concorrente nas Libertadores da América que disputou. No Brasileiro, por exemplo, fez apenas quatro de 27 pontos disputados.

Nem mesmo a classificação na Copa do Brasil fez com que a diretoria mudasse de ideia, demitindo o comandante após uma derrota por 1 a 0 para o Internacional, no Pacaembu. Alberto Valentim e depois Dorival Júnior assumiram a equipe, que se salvou do rebaixamento apenas na última partida do Campeonato Brasileiro.

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