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Opinião | Gustavo Fogaça: O que esperar da dupla GreNal em 2020?

Opinião | Gustavo Fogaça: O que esperar da dupla GreNal em 2020?
Para começo de conversa, Feliz Ano Novo pra você que acompanha minhas ideias aqui no Campo Livre do UOL Esporte. Muito obrigado pela parceria no ano que passou! E já que estamos no embalo das festividades, nada melhor que projetar o que pode acontecer com Grêmio e Internacional na temporada que está começando.E a notícia…

Para começo de conversa, Feliz Ano Novo pra você que acompanha minhas ideias aqui no Campo Livre do UOL Esporte. Muito obrigado pela parceria no ano que passou! E já que estamos no embalo das festividades, nada melhor que projetar o que pode acontecer com Grêmio e Internacional na temporada que está começando.

E a notícia não tão boa para os torcedores é que os dois times meio que vão começar do zero o trabalho. Além disso, nenhum dos dois clubes tem HOJE (isso pode mudar com venda de atletas) condições financeiras de montar um elenco no nível que Flamengo, Palmeiras, São Paulo ou Corinthians possuem.

Aí você pode dizer: “Renato está há quatro anos no clube, não começa do zero”. Sim e não. Ele conhece o clube como ninguém. Sempre digo que Renato Portaluppi é PhD em Grêmio. Mas seu elenco está passando por muitas transformações, jogadores novos e contratações que ainda devem chegar.

Até agora, duas contratações promissoras: o lateral Victor Ferraz, ex-Santos, e o volante Lucas Silva, que estava no Cruzeiro. Ferraz chega e vira titular, e principalmente, agrega pela sua liderança positiva. Silva vai disputar posição com Maicon e Matheus Henrique, jogadores de maior qualidade e que saem na frente.

Ao Grêmio faltam duas contratações fundamentais: um goleiro e um centroavante. Vários movimentos no mercado, mas nada de concreto. É provável que se comece a temporada com o que há no grupo. Mas são reforços urgentes.

O grande desafio de Renato na temporada é retomar o bom futebol e de forma regular. Ano passado, o time sofreu com lesões, jogadores que não deram resposta e a eterna questão do “priorizar a Libertadores”. Vai levar um tempo para ter uma equipe encaixada e que volte a jogar bem.

Time-base titular IDEAL (4-2-3-1) com o que se tem HOJE: Paulo Victor, Ferraz, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel e Maicon (Matheus Henrique); Éverton, Jean Pyerre e Alisson; Tardelli.

Já o Internacional tem um caminho mais longo a ser percorrido. A chegada do técnico argentino Chacho Coudet realmente é um marco zero no clube da Beira-Rio. Significa uma guinada no modelo de jogo e na cara do time. Há muitas expectativas da torcida, mas será necessário paciência e tolerância.

Primeiro porque Coudet nunca trabalhou no Brasil e aqui a cultura do futebol é muito diferente. Vai ter que aprender a lidar com elenco, funcionários do clube, torcida, imprensa, se adaptar à cidade, aos costumes. Enfim, isso demanda tempo.

A chegada do “jefecito” Musto é uma tranquilidade para Coudet, pois é um jogador líder em campo e que conhece exatamente o que o treinador gosta. Vai ajudar muito na adaptação das ideias durante as partidas. Assim como a renovação de D’Alessandro também foi um acerto, pois ele será fundamental na adaptação do elenco às ideias do treinador.

Mesmo assim, o Internacional precisa contratar. Um segundo atacante que tenha vocação goleadora e um meia central que tenha capacidade de controlar o jogo e distribuir a bola são urgências. Peças caras e difíceis de achar.

Além disso, o modelo de jogo de Coudet demanda muita entrega e intensidade dos atletas, e isso gera desgaste físico e emocional. Será um desafio para todos conseguir regularidade em um calendário puxado como o brasileiro. A tendência é que 2020 seja um ano de muito trabalho e poucos resultados.

Time-base titular IDEAL (4-1-3-2) com o que se tem HOJE: Lomba, Rodinei, Moledo, Cuesta e Zeca; Musto; Nonato, D’Alessandro e Edenílson; Pottker e Guerrero.

Fazendo um pouco o bruxo das previsões – e sem nenhum caráter analítico – não vejo a dupla GreNal em condições de disputar títulos importantes. Talvez a Copa do Brasil seja o alvo mais possível. Brasileirão é praticamente impossível, e não há nada nas direções que diga se tratar de uma prioridade. E a Libertadores é sempre muito complicada. Veremos!

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