BRASILEIRÃO

Palmeiras e Vasco em seus infernos astrais

Palmeiras e Vasco em seus infernos astrais
Você acredita em inferno astral? Dizem que você o vive durante os 30 dias que antecedem o seu aniversário.Pois tanto o Palmeiras, fundado em 26 de agosto de 1914, quanto o Vasco, em 21 de agosto de 1898, estão no período.Daí o palmeirense ter gelado logo aos 2 minutos quando Marrony abriu o placar de…

Você acredita em inferno astral?

Dizem que você o vive durante os 30 dias que antecedem o seu aniversário.

Pois tanto o Palmeiras, fundado em 26 de agosto de 1914, quanto o Vasco, em 21 de agosto de 1898, estão no período.

Daí o palmeirense ter gelado logo aos 2 minutos quando Marrony abriu o placar de cabeça, depois de escanteio pela direita.

No minuto seguinte, Hyoran triscou o travessão de fora da área e o Palmeiras seguiu na pressão até que, aos 14′, Leandro Castán cometeu pênalti e Gustavo Scarpa empatou: 1 a 1.

O inferno cruzmaltino é incomparável porque desde a 37ª do Brasileirão de 2017 não vence fora do Rio.

Em jogo truncado por faltas seguidas dos dois lados, quem buscava o segundo gol era o anfitrião alviverde, por mais que o Vasco não se rendesse apenas na defensiva.

O fim do primeiro tempo chegou sem que os goleiros fossem incomodados desde o empate.

Para o Vasco estava de bom tamanho.

Para o Palmeiras não, que vinha de quatro jogos sem ganhar, com duas derrotas para Ceará e Inter e dois empates com São Paulo e Godoy Cruz.

O segundo tempo começou tão truncado como primeiro que teve 23 faltas, uma a cada dois minutos, 12 a 11 para os cariocas.

Mas, aos 5′, duas vezes, no mesmo lance, Fernando Miguel evitou a virada, num chute de Hyoran e em rebote de Artur Cabral, que chutou fraco, cara a cara.

O Palmeiras buscava sua primeira virada sobe o comando de Felipão desde a volta dele ao clube, um ano atrás.

E dava a entender que conseguiria, mais na pressão que na criação propriamente dita.

Vanderlei Luxemburgo percebeu que seria complicado segurar o resultado e tratou de fazer duas trocas ao mesmo tempo: Marcos Júnior no lugar de Marquinhos e Talles Magno no de Valdívia, aos 13′.

A ideia era clara: melhorar a marcação com Marcos Júnior e preocupar a defesa rival com Talles.

Scarpa deu lugar a Rafael Veiga, aos 21′.

O jogo não atava nem desatava, tecnicamente pobre.

Matheus Fernandes substituiu Bruno Henrique, aos 27′.

Raul se sentiu mal e Andrey o substituiu, aos 30′.

37.754 viam um mau jogo e a entrada de Carlos Eduardo, aos 33′, para saída de Hyoran.

O 30° embate entre Felipão e Luxemburgo estampava o 12º empate entre eles, com 12 vitórias para o palmeirense e seis para o vascaíno.

Mas não honrava os currículos de ambos.

O jogo chegava a 38 faltas, aos 38 minutos do segundo tempo.

Pois no 38º minuto foi a vez de Marcos Júnior, com a meta aberta, triscar o travessão palmeirense na melhor chance de gol da etapa final, em resposta a ataque perigoso em que o goleiro cruzmaltino evitou tento de Edu Dracena.

Aos 47′, o Palmeiras teve mais uma falta a seu favor, bem perto da área pela direita e Rafael Veiga bateu bem para defesa ainda melhor de Fernando Miguel.

O Vasco segue fora da zona do rebaixamento e o Palmeiras deve perder a liderança para o Santos amanhã, quando os santistas recebem o lanterna Avaí.

Você acredita em inferno astral?

Eu não.

Apenas constato o péssimo futebol que vi.

Do Palmeiras, incapaz de virar e sob vaias de parte dos 37.754 presentes.

E do Vasco, incapaz de ganhar fora de casa.

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