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Paulistas continuarão a usar máscaras, mesmo sendo liberados de usá-las em locais abertos

Paulistas continuarão a usar máscaras, mesmo sendo liberados de usá-las em locais abertos
Os nascidos no estado de São Paulo respiram aliviados e com mais liberdade: durante a semana, veio o anúncio oficial, por parte do governo estadual, de que as máscaras que cobrem o rosto e o nariz serão liberadas para espaços abertos.Essa notícia só foi possível graças à análise dos números das últimas internações decorrentes do…

Os nascidos no estado de São Paulo respiram aliviados e com mais liberdade: durante a semana, veio o anúncio oficial, por parte do governo estadual, de que as máscaras que cobrem o rosto e o nariz serão liberadas para espaços abertos.

Essa notícia só foi possível graças à análise dos números das últimas internações decorrentes do coronavírus efetuada pelo Comitê Científico Estadual.

Mas, essa medida não é estendida para todos os lugares, pois o Diário Oficial do Estado menciona que lugares abertos como parques, praças e ruas são os que permitem o relaxamento do uso da máscara.

As medidas restritivas ainda valem para restaurantes, shopping centers, escolas, transporte coletivo e outros estabelecimentos fechados.

Tarefa pedida, tarefa executada

São Paulo é o estado com a maior cobertura de vacinação dentro do Brasil, com 83,42% de seus habitantes que receberam as três doses da vacina. Em consequência disso, registraram-se quedas na detecção de novos casos e nas internações hospitalares.

Ainda que feriados como o Carnaval e a organização de festas de fim de semana tenham ocorrido, o estado paulista teve a menor média de internações desde que a pandemia começou. Um dos últimos números atualizados indica que 145 pessoas deram entrada nos centros médicos.

Mesmo recebido com otimismo, a conjuntura pede precaução: só na Grande São Paulo, há 1.000 pessoas internadas.

Se olharmos para a ala de UTI, o número sobe para 1.819 pacientes infectados pelo coronavírus.

Vale lembrar que a determinação do Governo estadual foi seguida pela Prefeitura da capital paulista. Ambos concordam com a abolição das máscaras em lugares abertos e com a sua adoção dentro do transporte público.

Um para lá e outro para cá

A relação entre o estado e a prefeitura não tem sido totalmente harmoniosa, quando se trata dos terminais de ônibus. O governador João Dória acha que eles são locais fechados. Já o administrador municipal, Ricardo Nunes, não vê motivos para o uso obrigatório das máscaras respiratórias. Para ele, os terminais são locais abertos.

Pelo ponto de vista da prefeitura, locais abertos são aqueles em que o seu espaço não é delimitado por paredes ou divisórias, permitindo dessa forma, a circulação do ar e a ventilação. Por sua vez, os ambientes fechados se caracterizam por algum tipo de limitação física como tetos e paredes.

Nessa divergência que causa confusão sobre o entendimento do que pode fazer ou do que não pode fazer, listamos a seguir os lugares de uso obrigatório ou não das máscaras. Um pequeno guia para que o cidadão não se sinta perdido ou esteja violando a recomendação médica/institucional.

O uso obrigatório continuará para: ônibus, metrô, trem, comércio em geral, aeroportos (em qualquer espaço), salas de aula, escritórios, aviões, restaurantes , carros de aplicativo e terminais de ônibus sob administração do estado de São Paulo.

A opção de usar a máscara será válida para: parques, ruas, calçadas, shows e eventos feitos ao ar livre, praças e terminais de ônibus geridos pela prefeitura.

Lembretes importantes

A legislação que entrou em vigor durante a semana não previu a liberação total de utilização das máscaras. Apesar de o Rio de Janeiro permitir a descontinuidade do uso das máscaras em todos os ambientes, São Paulo (tanto o estado como a cidade) fará uma nova reunião de avaliação para a liberação em ambientes fechados.

Apesar do que foi escrito anteriormente em relação ao desencontro de opinião sobre os terminais de ônibus, cada cidade ou ente federativo possui autonomia própria para elaborar legislação pertinente e sintonizada às causas, estatísticas e controle sanitário.

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