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Penidão elogia Pacaembu e lembra derrota do Vasco na Liberta: ‘Diego Souza conseguiu perder’

Penidão elogia Pacaembu e lembra derrota do Vasco na Liberta: ‘Diego Souza conseguiu perder’
Nesta segunda-feira, um gigante do futebol brasileiro completa 80 anos. Entre a praça Charles Miller e as ruas estreitas, o Estádio do Pacaembu é um dos mais simbólicos do esporte nacional. Responsável por transmitir emoções dos clubes cariocas em São Paulo, o narrador Luiz Penido, da "Rádio Globo", celebrou com o LANCE! a data recordando…

Nesta segunda-feira, um gigante do futebol brasileiro completa 80 anos. Entre a praça Charles Miller e as ruas estreitas, o Estádio do Pacaembu é um dos mais simbólicos do esporte nacional. Responsável por transmitir emoções dos clubes cariocas em São Paulo, o narrador Luiz Penido, da “Rádio Globo”, celebrou com o LANCE! a data recordando o charme do estádio e confessou qual narração não sai de sua memória.

– Narrei algumas decisões de Campeonato Paulista para o Rio, mas, sem a empolgação de ser um jogo regional. Vi algumas conquistas de Palmeiras e Corinthians, e vi jogos muito bons. Nenhuma me marcou mais que o jogo entre Vasco e Corinthians, em 2012, pela Libertadores. O Corinthians acabou sendo o campeão – revelou ele, que fez questão de falar de um lance imprescindível:

– O Diego Souza pega uma bola no gol à direita das cabines de rádio do visitante. Ele chutou e perdeu um gol feito. Aquele gol que você diz que estava feito, que certamente você faria. Ele entrou sozinho e conseguiu perder. Pouco depois o Paulinho marcou e decidiu. Como se eu estivesse narrando agora e lembro: “É impossível! Eu não acredito”. O Vasco se despedindo da Libertadores por vias tortas.

Principal voz dos jogos de times cariocas, o Penidão não esconde a beleza do estádio. Entre jogos da Seleção e principalmente de clubes paulistas, o “Paca” está na memória dos torcedores. Embora São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos tenham seus respectivos estádios, o “idoso” é um dos mais queridos do estado, segundo Penido.

– O Pacaembu é o estádio de São Paulo mais charmoso. Talvez até não seja o mais fácil para trabalhar por causa da chegada, mas, depois que você entra, é um estádio ótimo, né? Tem esse charme que os outros estádios não têm. A Seleção jogou ali grandes títulos. Os outros estádios têm as suas histórias, claro, mas no nível do Pacaembu, não.

Para a data comemorativa, o LANCE! convocou uma série de craques responsáveis por dar voz às emoções ali vividas. Milton Leite, Gustavo Villani, da “Globo”, Silvio Luiz, da “RedeTV!”, André Henning, do “Esporte Interativo”, Penidão, da “Rádio Globo RJ”, e Oscar Ulisses, da “Rádio Globo SP”, foram os eleitos para contarem os mistérios do charmoso estádio e comentarem seus momentos marcante no Pacaembu.

Emerson Sheik foi decisivo na Libertadores 2012, no Pacaembu (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Veja as outras histórias e curiosidades contadas por Luiz Penido na íntegra:

Qual a sua primeira lembrança do estádio?

Quando fala a palavra “Pacaembu”, lembro de um estádio de uma tradição longa. Penso logo nas ruas apertadas, as dificuldades de acesso pelas laterais. Mas, do lado de dentro, bastante charmoso. Bem antigo, naquele estilo dos estádios quando não eram redondos, tipo São Januário. Eu me lembro do bairro todo, e me lembro de um estádio que está normalmente lotado, com uma galera muito intensa. Até porque o Corinthians jogou muitas vezes lá, né? Então narrei os times do Rio contra os corintianos e eles eram sempre muito participativos.

Qual o jogo ou a cena que mais te marcou com o estádio?

Foi um Flamengo e Corinthians, na década de 90. Era um jogo Internacional, pela Sul-Americana ou Libertadores e foi um dos maiores sufocos que eu passei na carreira. Por que o Flamengo ganhou o jogo e a torcida do Corinthians quebrou o estádio todo, e eu assisti aos torcedores do Corinthians enfurecidos arrancarem catraca, coisa que eu nunca imaginei. Aquela foi uma imagem, de todas as cenas de violência que eu vi, uma dos mais marcantes. O Flamengo ganhou o jogo, o Corinthians perdeu e a torcida perdeu a cabeça.

*sob supervisão de Tadeu Rocha

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