TORCIDA

Pesquisa Datafolha indica oportunidade para todos os clubes

Pesquisa Datafolha indica oportunidade para todos os clubes
Corria o início dos anos 1980 e o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, inaugurou um trabalho de busca por torcedores. Jogadores do São Paulo visitavam escolas públicas e alunos eram convidados a ver os treinos. O Expressinho, time aspirante do Tricolor, excursionava pelo interior do estado, no meio dos anos 1980. Junto ao…

Corria o início dos anos 1980 e o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, inaugurou um trabalho de busca por torcedores. Jogadores do São Paulo visitavam escolas públicas e alunos eram convidados a ver os treinos. O Expressinho, time aspirante do Tricolor, excursionava pelo interior do estado, no meio dos anos 1980. Junto ao marketing, os títulos.

Ou melhor, junto às conquistas dos estaduais de 1985, 1987, 1989, 1991 e 1992, ao Brasileiro de 1986, o São Paulo acreditava no trabalho para atrair novos seguidores. Em 1991, uma enquete do jornal O Estado de S. Paulo foi a primeira a indicar o São Paulo em segundo lugar entre os paulistas e em terceiro nacionalmente, abaixo apenas de Flamengo e Corinthians. Na enquete mais séria, feita anteriormente, pela revista Placar e pelo Instituto Gallup, em 1983, o São Paulo estava em sétimo, atrás de Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, Santos e Atlético Mineiro, nesta ordem.

A Folha de S. Paulo mostra nesta terça-feira que o Flamengo tem 20% da torcida do Brasil, contra 14% de corintianos, 8% de são-paulinos, 6% de palmeirenses, 4% de vascaínos. Nada está fora da margem de erro do que se mostrava há um ano e meio na última pesquisa do Datafolha. Nem sequer o número de torcedores que não torcem por clube nenhum: 22%.

Há duas observações a fazer. A primeira é que ainda se deve uma pesquisa exclusiva de torcidas. Seria cara, deveria ser encomendada pela CBF, mas necessária, porque todas as enquetes atuais são caronas de pesquisas eleitorais, por isso apenas com público acima de 16 anos.

A segunda observação é que há mais torcedores sem clube do que aficionados por qualquer time do Brasil. Apesar de ser um escândalo numa nação que acredita ser “o País do Futebol”, é uma oportunidade.

Enorme chance de atrair e seduzir corações solitários, sem paixão por futebol.

O Flamengo é a maior paixão nacional.

Mas todos os clubes têm chance de se aproximar deles. O primeiro passo é trabalhar o mercado para chegar perto disso.

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