BRASILEIRÃO

PVC | Dupla estrangeira desafia Felipão no Brasileirão

PVC | Dupla estrangeira desafia Felipão no Brasileirão
O empate no clássico contra o São Paulo manteve o Palmeiras como líder do Brasileiro e como a defesa menos vazada do país neste ano. Seus mais diretos perseguidores e, neste momento, únicos clubes aparentemente capazes de tirar o bicampeonato da equipe de Felipão, são Santos e Flamengo, os dois times com maior número de…

O empate no clássico contra o São Paulo manteve o Palmeiras como líder do Brasileiro e como a defesa menos vazada do país neste ano.

Seus mais diretos perseguidores e, neste momento, únicos clubes aparentemente capazes de tirar o bicampeonato da equipe de Felipão, são Santos e Flamengo, os dois times com maior número de finalizações do campeonato, e ambos dirigidos por treinadores estrangeiros.

Não dá para dizer que Jorge Jesus e Sampaoli sejam os únicos técnicos no país com experiência na Europa, porque isso Felipão tem de sobra. Abel Braga, rubro-negro nas primeiras seis rodadas, também dirigiu o Olympique de Marseille, na França.

​​Sampaoli e Jorge Jesus aumentam o cardápio tático do Brasileiro. O treinador português não é o responsável pelo índice alto de finalizações.

Antes do retorno do campeonato, o Flamengo já ocupava o segundo lugar nesse ranking. Mas foram 28 chutes a gol contra o Goiás, na vitória por 6 a 1 que representa a maior goleada da Série A em 2019 e a primeira vez do Flamengo marcando seis gols no torneio desde 2004.

Mas houve problemas. A defesa postada depois do meio-campo, a tentativa de pressionar o adversário, que deixou muitos espaços nas costas dos laterais. No primeiro tempo, o Goiás explorou isso e incomodou.

No sábado (13), em Salvador, contra o Bahia, o Santos chutou 15 vezes e controlou a partida com bola no pé. Atacou. Para Sampaoli, sempre foi assim. Pelo Chile, contra o Brasil, no Mineirão, na Copa do Mundo de 2014, pelo Sevilla, contra o Real Madrid no Bernabéu, ou pelo Santos, em qualquer lugar, a tentativa é impor seu estilo. Não importa o palco.

Ainda é cedo para falar o mesmo sobre Jorge Jesus, porque o Flamengo não conseguiu supremacia contra o Athletico-PR, em Curitiba. Mas o Benfica, quando dirigido pelo atual técnico rubro-negro, tentava se impor. Nem sempre conseguia. No entanto, houve jogos, como a final da Liga Europa de 2013, contra o Chelsea, mais poderoso, em que os benfiquistas tiveram 53% de controle da bola.

Não pode haver maniqueísmo, disputa do bem contra o mal. Importante é entender o repertório de cada um e enriquecer o estilo praticado num campeonato que tem sido fracasso de crítica, embora sucesso de público, pela segunda vez seguida com a maior presença nos estádios em 32 anos.

Santos e Flamengo voltaram da paralisação da Copa América mostrando força. O Palmeiras, menos.

Não por empatar contra o São Paulo, mas porque também contra o Internacional, pela Copa do Brasil, o Palmeiras teve dificuldade maior do que nas primeiras seis rodadas do Brasileiro. Foi justamente contra o Santos a atuação mais implacável. Na quinta rodada, o Palmeiras chutou 17 vezes, 9 no alvo, quatro com gol. Ganhou por 4 a 0. Para variar, sem sofrer gol.

Mesmo quando não brilha na frente, o Palmeiras tem incrível segurança defensiva. No ano passado, foi campeão com o ataque mais positivo e a defesa menos vazada. Até os 6 a 1 do Flamengo, repetia a dobradinha. Felipão claramente não está preocupado em ter os melhores números, exceto um deles: o de pontos.

É bom ter desafiantes que o obriguem a elevar outros índices.

O São Paulo melhorou

O São Paulo voltou da parada com problemas repetidos, mas com mais movimentação dos meias, mais infiltração pelos lados e isso deu o domínio do primeiro tempo. No segundo, marcou menos, desarmou menos e permitiu ao Palmeiras cercar a grande área de Tiago Volpi até marcar num chute de Dudu.

O Corinthians igual 

Contra o CSA, não dá para medir a evolução do Corinthians. Principalmente porque segue tendo enorme dificuldade de entrar na área adversária e finalizar com perigo. Vitória ajuda o time a se manter na zona intermediária. O compromisso corintiano precisa ser, no mínimo, vaga na Libertadores.

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