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Queiroga reage às cobranças do RJ: “Pode ser que um dia falte dose”

Queiroga reage às cobranças do RJ: “Pode ser que um dia falte dose”
Em reação às cobranças da prefeitura do Rio de Janeiro e do governo do estado de São Paulo por mais vacinas, e especificamente à investida do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD-RJ), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alegou neste domingo (8/8) que o governo não represa os imunizantes. Ele, ainda, criticou municípios que já…

Em reação às cobranças da prefeitura do Rio de Janeiro e do governo do estado de São Paulo por mais vacinas, e especificamente à investida do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD-RJ), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alegou neste domingo (8/8) que o governo não represa os imunizantes. Ele, ainda, criticou municípios que já aplicaram mais de 90% das doses distribuídas.

“Existem alguns municípios que só aplicam 70% das doses distribuídas e existem outros municípios, como é o caso de Rio de Janeiro e São Paulo, que já aplicaram mais de 90% das doses distribuídas”, afirmou o ministro durante entrevista coletiva em Botucatu, no interior paulista. “Assim que [o imunizante] chega, a gente [Ministério da Saúde] procura liberar. Eventualmente, quando a velocidade de vacinação no município é grande, pode ser que um dia falte dose”, acrescentou Queiroga.

Nas redes sociais, no sábado (7/8), Paes fez coro ao alerta de seu secretário de Saúde e apelou ao governo federal por mais vacinas. Ele também citou “um monte” de doses da Coronavac que supostamente estariam estocadas. “Mais uma vez fazemos esse apelo público ao Ministério da Saúde. Soube que tem inclusive um monte de Coronavac do Butantan lá estocada. Bora distribuir. Só 5% dos internados no Rio tomaram vacina. Ou seja, elas funcionam e SALVAM VIDAS!”, escreveu.

Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que seriam distribuídas no sábado 627.190 doses da vacina. Desse total, 174 mil seriam para a primeira dose da AstraZeneca e 135 mil para a D2. Da vacina da Pfizer, são 252 mil doses para a primeira e 57 mil para a segunda. Além disso, havia 7.700 doses da vacina da Janssen, de aplicação única.

No entanto, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, alertou risco de suspensão da aplicação da primeira dose dos imunizantes contra a Covid-19 a partir da segunda-feira (9/8), caso não receba nova remessa de doses até este domingo (8/8).

A notícia é ruim, sobretudo, para o grupo de 26 anos, de acordo com o calendário de vacinação do município. Segundo Soranz, as doses recebidas na noite de sexta-feira e distribuídas na madrugada de sábado seriam suficientes para garantir apenas a segunda dose do grupo alvo.

“Estamos aguardando o envio hoje das doses de Coronavac e Pfizer já no estoque do Ministério da Saúde. Caso o envio não se confirme, teremos que suspender o avanço do calendário para aplicação de primeiras doses na próxima segunda-feira”, escreveu o secretário.

São Paulo

Na última quarta-feira (4/8), o ministro da Saúde respondeu também às declarações do governo do estado de São Paulo: “Está sempre reclamando, disse”. A reação foi à cobrança do governador João Doria (PSDB), que semelhante a Paes alegou que o governo federal não entregou 228 mil doses de vacinas da Pfizer/BioNTech contra o coronavírus para o estado.

Assim como outros estados e o Distrito Federal, Rio e São Paulo enfrentam atualmente surtos da variante Delta, a cepa mais contagiosa, até o momento, do coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reiteradamente orientado os países a acelerarem a vacinação, pelo menos com a primeira dose, para conter a alta de novos casos e óbitos pela Covid-19, além das mutações cada vez mais perigosas do vírus.

Saiba como as vacinas contra Covid-19 atuam:

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