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Você sabia? Copa Rio apresentou Palmeiras ao mundo e resgatou orgulho do Brasil

Você sabia? Copa Rio apresentou Palmeiras ao mundo e resgatou orgulho do Brasil
A histórica capa do jornal A Gazeta Esportiva após o título da Copa Rio 1951 Com o resultado, o Palmeiras teria que enfrentar o Vasco, líder do outro grupo. Ainda invicto, o time de São Januário vivia um momento melhor na competição e ainda jogaria as duas partidas com o apoio da torcida no Maracanã.…

A histórica capa do jornal A Gazeta Esportiva após o título da Copa Rio 1951

Com o resultado, o Palmeiras teria que enfrentar o Vasco, líder do outro grupo. Ainda invicto, o time de São Januário vivia um momento melhor na competição e ainda jogaria as duas partidas com o apoio da torcida no Maracanã. O time liderado por Jair Rosa Pinto, porém, surpreendeu, vencendo o primeiro jogo por 2 a 1 e segurando o empate sem gols no segundo compromisso. O destaque das semifinais, aliás, também foi uma surpresa: terceiro goleiro, Fábio Crippa assumiu a vaga de Oberdan Cattani e brilhou sob as traves.

A heroica classificação serviu para espantar a desconfiança, mas ainda seria preciso exorcizar o fantasma da primeira fase para conquistar o título, já que na outra semifinal a Juventus também passou pelo Áustria Viena. A história, porém, seria diferente desta vez. Logo no primeiro jogo, novamente no Maracanã, e com apoio da torcida carioca, o ponta-esquerda Rodrigues tratou de garantir a vitória alviverde por 1 a 0 e colocar o Palmeiras em vantagem na final da Copa Rio. Era preciso, no entanto, encarar o forte time italiano mais uma vez.

No dia 22 de julho, Palmeiras e Juventus se reencontraram no gramado do Maracanã, diante de 100.093 pessoas, e iriam decidir o primeiro importante título entre clubes no futebol mundial. Para tirar a vantagem adversária, os estrangeiros terminaram o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, com gol de Praest, mas uma substituição na equipe palestrina durante o intervalo mudaria os rumos da partida.

Canhotinho entrou na vaga de Ponce de León e deixou o Palmeiras mais ofensivo. Rodrigues voltou a ser decisivo e empatou o confronto logo aos 3 minutos do segundo tempo, mas a Juventus voltaria a ficar à frente do marcador aos 18, com Boniperti. A redenção brasileira foi confirmada apenas aos 33, quando Liminha entrou com bola e tudo e anotou o segundo do Verdão. Estava definido: 2 a 2 no Maracanã e título no Palestra Itália.

Em São Paulo, não demorou a iniciar os pedidos para que o povo fosse às ruas “saudando o campeão dos campeões no dia da volta de sua mais gloriosa jornada”, como descreveu A Gazeta Esportiva. Já no dia da festividade, o jornal cravou cerca de um milhão de pessoas, com o apoio de são-paulinos e corintianos, pela capital para acolher o Palmeiras. O Alviverde, formado por Fábio Crippa, Salvador e Juvenal; Túlio, Luiz Villa e Dema; Lima, Ponce de León (Canhotinho), Liminha, Jair e Rodrigues, comandado por Ventura Cambon, entrava para a história.


Gazeta Esportiva

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